Não pensamos no amanhã

“Mas o fato que sempre há flagrantes de descaso e desrespeito à Lei, que, na verdade, nem precisaria existir, caso o bom-senso prevalecesse.”

A evolução da espécie humana sempre se destacou por conta da idolatria aos mais velhos e sábios. Tribos indígenas, por exemplo, sempre se apoiam no Pajé, o líder máximo dos índios, é sempre alguém com vasta sabedoria e idade. Assim sempre funcionou durante parte de nossa existência na Terra.

Mas, de uns tempos para cá, as coisas começaram a mudar – para pior. Em especial, em nosso tempo moderno. As democracias que regem muitos países como o Brasil não são pautadas por antigos dogmas, elencando como líder supremo de uma nação alguém experiente e com mais idade. Mesmo alguém com pouco tempo de vida já é apto a concorrer a tais cargos.

Até aí, não há problema. Sabemos que mesmo a pessoa mais jovem pode ser muito sábia se confrontada com mais velhos. Mas há um problema: Além da queda vertiginosa no respeito mútuo, parece que, quando se trata de pessoas que não fazem parte da cultura considerada por algumas pessoas como sendo a “normal” da sociedade, parece que a coisa piora. Vê-se muita violência, inclusive, atrelada.

Uma das mais abismáveis, talvez, seja a falta de educação e respeito para com idosos. Ao contrário de nossos irmãos índios, muitos não ligam para nossas gerações passadas. Todos os dias ouvimos casos de agressões, assaltos, roubos e até assassinatos desta um tanto frágil parcela da população. Muitos destes são filhos e netos.

Também se vê a negligência nos ônibus, trens e metrôs. Para tentar trazer o bom-senso de volta, o Governo Federal sancionou a Lei n° 10.048, de 8 de novembro de 2000, a qual obriga a todos os transportes coletivos do País a terem certa quantidade de assentos preferenciais para idosos à partir de 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos. Mas o fato que sempre há flagrantes de descaso e desrespeito à Lei, que, na verdade, nem precisaria existir, caso o bom-senso prevalecesse.

O que também não são respeitadas em hipótese alguma são as vagas de estacionamento disponíveis nas ruas e em shoppings destinadas à idosos e deficientes. Quando há um flagra, a maioria dos infratores afirma que era algo rápido, que já iam desocupar a vaga. Mas não é verdade. E mesmo que seja, não se pode desrespeitar em hipótese alguma. Essa parcela da população costuma ser mais necessitada e, por isso, deve ter vida facilitada da melhor maneira possível.

Para as gerações que estão chegando, nos resta educar o melhor que pudermos para que casos como o que vemos em nosso século não se repitam. Para que, no futuro, a humanidade, volte a caminhar junta e para melhor.

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