Não deixem nossa preciosa memória morrer

“É por isso que os veículos de imprensa acabam assumindo papel primordial para assegurar a manutenção e a preservação no que tange a história de nossa querida cidade.”

Nos últimos tempos, Ribeirão Pires perdeu dois de seus mais ilustres moradores: A ex-primeira-dama Norma Prisco (falecida no último dia 20) e o icônico Dr. Reis (falecido na segunda). Ambos fazem parte da memória local que, infelizmente e, aos poucos, tem se perdido com a ida dessas pessoas.

E não são só eles: Valdírio Prisco, Roberto Bottacin e Pele são também outros nomes fizeram por merecer estarem eternamente na grande história de Ribeirão.

Mas, diferentemente do Dr. Reis e Roberto, que possuem livros publicados e que mostram muito do perfil de cada um, os demais, infelizmente, não tem escritos que possam deixar registrado suas contribuições para a cidade. Prisco ficou no imaginário das pessoas em virtude de sua personalidade e governança, o mesmo que, talvez, possa se dizer de Pele, que foi folclórico vereador.

Dona Norma, então, nem se fala. Figura amada não só por Valdírio, mas pela cidade. Ela deixou uma obra física, a ARIS (Associação Ribeirãopirense para a Integração Social), que já auxiliou na educação de milhares de crianças. Sendo natural de Santos/SP e tendo vindo morar em Ribeirão quando era muito nova. Mas, assim como os citados anteriormente, ela também não deixou muito para o município relembrar além da própria imaginação.

É por isso que os veículos de imprensa acabam assumindo papel primordial para assegurar a manutenção e a preservação no que tange a história de nossa querida cidade. Afinal de contas, em 64 anos de emancipação (sem contar os muitos outro anteriores), é natural que haja muito a se contar.

As diversas entrevistas realizadas pelas revistas e jornais da cidade só enriquecem – e enriqueceram – o conteúdo que precisava ser resgatado das personalidades de Ribeirão, como as citadas anteriormente. Isso se faz ainda mais necessário hoje visto que, com o passar do tempo, as gerações que têm surgido, infelizmente, pouco sabem e/ou pouco se importam com sua própria história.

Vimos isso com relação ao Brasil em si, o que dirá então da história de uma cidade da região metropolitana de São Paulo e que não tem tanto destaque na mídia mais consumida. É aí que entram os veículos regionais, representando, também neste caso, papel fundamental na formação cultural da sociedade ribeirãopirense.

Mas há de se deixar claro que, por se tratarem de histórias tão ricas em detalhes, é necessário que estes mesmos veículos de comunicação sejam muito observadores e cuidadosos ao tratar de pessoas de tamanha importância.

As informações repassadas por eles acerca desses e de outros nomes de destaque por aqui, assim como os demais, precisam ser revisados à exaustão para não haver erros, até porque esses nomes que estão se perdendo não estão mais aqui para se defender de quaisquer problemas que eventuais erros de informação possam causar, ou mesmo, para receber os elogios e a aclamação daqueles que não tiveram a oportunidade de conhecê-los.

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