20 anos de CTB

“Há a necessidade de que o tráfego de veículos seja pensado e repensado por verdadeiros engenheiros da área, que sabem bem as particularidades de cada lugar.”

Segunda-feira (22) comemorou-se 20 anos da implantação do Código de Trânsito Brasileiro, mais conhecido como CTB. Antes da criação do Código, não havia critérios específicos de fiscalização no trânsito. Além de padronizar a fiscalização, posteriormente, o CTB permitiu que municípios tivessem competências administrativas voltadas à gestão do trânsito.

A obrigatoriedade de educação no trânsito também é outro importante ponto a se observar. Isso se deve às constantes discussões na sociedade sobre a convivência homem-automóvel que se ampliaram justamente nos últimos 20 anos.

Com o passar desse período, houve a necessidade de se modificar algumas de suas leis em razão da mudança de comportamento do motorista no trânsito, como o aumento da desatenção – muito por conta da melhora da tecnologia, como os smartphones.

Até 2017, 32 leis de alteração do CTB e 712 resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) complementaram o Código, muitas das quais, de fato, tornaram o trânsito mais seguro para pedestres, motoristas, motociclistas, etc.

Mas, como todas as leis, há sempre falhas e brechas. Por isso, é importante que se continue atento ao comportamento dos “atores principais” do trânsito para que, assim, possamos ter leis mais rígidas e pessoas mais comprometidas com a segurança nas vias.

Um exemplo sãos os famosos radares. Constantemente alvos de críticas, são responsáveis por dosar a velocidade ideal na via. Porém, como estão posicionados em determinados pontos, motoristas que gostam de correr e que sabem a localização desses radares aproveitam para seguirem a toda velocidade até o ponto no qual o radar está instalado. Passado o “agente” de infração, o condutor volta a acelerar, chamando o risco de acidentes para si e outros usuários da via.

Portanto, para termos um trânsito mais humanizado, além das mudanças citadas anteriormente, há a necessidade de que o tráfego de veículos seja pensado e repensado por verdadeiros engenheiros da área, que sabem bem as particularidades de cada lugar.

Além disso, o psicológico dos condutores necessita ser bem trabalhado – por cada um –, visto que de nada adianta impor regras e leis mais severas com o intuito de se educar a pessoa, se a mesma possui um comportamento ruim com relação à forma de se conduzir um carro, uma moto ou ao ser pedestre.

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