Nunca é tarde para aprender

Conhecimento nunca é demais, por isso, nunca é tarde para aprender. Com base nisso, o Conselho Municipal do Idoso de Ribeirão Pires, ao tomar posse em maio, fez uma proposta à Secretaria de Educação e Inclusão da cidade: a implantação do MOVAI (Movimento de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos).

Conselho Municipal do Idoso quer instituir o MOVAI (Movimento de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos)

“Traçando nosso plano de trabalho, pensamos em um projeto que atendesse aos idosos quanto à leitura e escrita. Entramos em contato com a secretária de Educação e Inclusão, Rosi Ribeiro de Marco, que nos deu todo o apoio. Conversamos também com a Coordenadora de Projetos da Secretaria de Educação, Cristina Fabiane e com o Coordenador do MOVA, Hélio, fizemos algumas discussões, tiramos propostas as quais estão sendo colocadas em prática, tais como: documentos necessários, cadastro, locais de funcionamento dos cursos já existentes e outros que poderão ser abertos, horário de funcionamento, etc. Este projeto será muito importante para que o idoso, cada vez mais, se sinta independente para pegar um ônibus, ler e tomar seus remédios, ter acesso as notícias como lazer, religião, entre outros”, fala a conselheira Auricema Rorato Gonçalves.

Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de acordo com últimos levantamentos, Ribeirão Pires possui cerca de mil pessoas de 60 anos ou mais com pequeno ou nenhum grau de alfabetização.

A secretária Rosi disse que a Pasta está empenhada na concretização dessa proposta. “É nosso papel oferecer aos idosos chances de um recomeço. Dessa forma, esperamos  proporcionar a possibilidade de autonomia para ações comuns do dia a dia, como ler a identificação do itinerário de um ônibus, utilizar um caixa eletrônico ou mesmo fazer uma receita de bolo, oferecermos independência e vida nova para as pessoas que, em outro momento, não tiveram essa oportunidade, mostrando que sempre é tempo de aprender. Queremos realizar inclusão social, política, cultural e, dessa forma, garantir o pleno exercício da cidadania”, disse Rosi. Ela conta que a Secretaria já encaminhou ao Conselho os documentos necessários para a abertura desse núcleo. “Quanto à localização, depende da região da cidade onde tivermos maior demanda. Abriremos núcleos em quantidade suficiente para atendermos todos os interessados”, completou.

O presidente do Conselho Municipal do Idoso, Delmo Tartaro, que trabalha com a terceira idade há cerca de 20 anos, fala que, tendo presenciado como essa pessoas agem quando são chamadas a aprender algo, é comum notar que elas criam certa dificuldade de aprendizado porque acham que conhecem tudo, por isso, é preciso dar à elas uma atenção especial. “Precisamos de um jeitinho mais carinhoso para com eles tratar e, principalmente, de paciência. Só assim agindo, sairemos do ensinar a ‘desenhar o nome’”.

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