Nem shopping, nem mercadão…

A velha rodoviária, se fosse ser humano, já estaria no psicanalista com crise de identidade. Nosso prefeito, dependendo do humor com que acorda, inventa uma nova destinação para aquele esqueleto de alumínio que deve valer alguns cinco milhões se vendido como sucata. E com esse montante na mão, nosso prefeito, exímio administrador de recursos, poderia contratar a EPLAN e construir um belíssimo jardim de contemplação, com fonte luminosa sonora no andar superior e no térreo um estacionamento para 200 veículos e ainda uma área de serviços essenciais 24hs para atender a população que não tem farmácia, nem taxis operando a noite por falta de segurança.

Com cinco milhões, mais um dinheirinho do DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), poderíamos montar uma base da PM, uma base da GCM, instalar farmácia, taxis, banheiros com funcionários, dentista, correio, terminais bancários, veterinário, cafés, restaurantes, loja de conveniências etc., tudo funcionando 24hs, com segurança, estacionamento e próximo as estações ferroviária e rodoviária.

Quer melhor? Nosso prefeito porém, acredita que o ideal (já tem até um projeto), seria um mercadão, com seus caminhões, carregando e descarregando, lixo e mau cheiro, trânsito caótico (a cidade já está saturada de automóveis), e gente, muita gente circulando e trabalhando num local que seria ideal para o lazer.

Estivemos na Câmara anteontem e, na tribuna livre, expusemos nosso ponto de vista e os vereadores estão analisando. Vamos aguardar para saber se os mesmos tomam uma atitude consultando os cidadãos que os elegeram, ou se mais uma vez irão dizer amém aos desejos do prefeito.

Gazeta

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