Dívida que não se paga transforma-se em Receita

Por Clóvis Volpi

É comum um prefeito eleito divulgar dívidas de seu antecessor, até para justificar dificuldades para adaptar-se ao mandato e ao cargo. É comum e é justo.

Também o povo aceita e concede um tempo de espera, que pode ir de 06 (seis) meses até no máximo 1 (um) ano, para que o novo prefeito inicie de verdade seu mandato. Depois, é preciso governar…

Muitos valores dessas dívidas devem ser pagos obrigatoriamente, pois tratam de impostos e tributos que, se não pagos, inviabilizam as concessões e repasses dos recursos estadual e federal. Outras dívidas, principalmente de fornecedores, executores de serviços e obras executadas, manda o bom senso que podem e devem ser pagas, inclusive com acordo entre as partes.

Precisa ficar claro que os recursos para fazer essas negociações estão sempre em orçamentos futuros que passam de ano para ano. Quando a passagem de ano para o ano seguinte é com o mesmo prefeito esse artifício não torna-se público. No entanto, de um prefeito para outro, e principalmente quando são adversários, eles viram ações políticas e difamatórias. Esse é o jogo!!!!

O importante aqui é explicar que se houver a dívida e não for paga por guerra política, a dívida deixa de ser dívida e o recurso que seria pago transforma-se-á em Receita, pois se você não paga a conta é como se ela não existisse.

Nesse caso, o prefeito que divulga a dívida herdada e não paga é o mesmo que não ter a dívida. (Se não for paga, ela não existe). Assim, não há como o prefeito reclamão alegar que não consegue fazer nada, porque tem dívidas a pagar.

O povo que der um tempo para analisar a nova Administração vai cair na real e perguntar até quando um prefeito pode ficar lamentando e dando desculpas? Seis meses está bom? Quer um ano?

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