Deveríamos ser todos Isadora

Esta semana, o caso da garota Isadora Faber, de Florianópolis, que criou uma página no Facebook para denunciar o péssimo estado de conservação – e maus tratos dos professores – em sua escola ganhou à Internet e as páginas dos jornais na última semana.

A garota, por meio da Fanpage “Diário de Classe”, fotografou e filmou várias situações que são comuns em boa parte das escolas públicas (e algumas particulares) do Brasil, que sofrem com mau estado de conservação, contam com maus profissionais que se dizem professores dando aulas sem ter um mínimo de conhecimento teórico ou de domínio de grupo, criando um círculo vicioso que resulta em maus e desmotivados alunos que futuramente serão maus profissionais com dificuldade de colocação no mercado.

Mais do que se queixar, a jovem Isadora deu uma lição de cidadania, dando de ombros para o velho “é de graça mesmo, pode ser de qualquer jeito” que, infelizmente, habita a mente de alguns. Ela mostrou que estava insatisfeita com o serviço e, como boa cliente do alto de seus 13 anos, reclamou e fez todos se lembrarem de outro ditado, chamado “não existe almoço grátis”. Ou seja: todos, independente de freqüentar ou não a escola, estamos pagando por seu funcionamento, com nossos impostos. Logo, é nossa obrigação sim cobrar por um serviço melhor e de qualidade mesmo que, como ocorreu com a garota, sejamos alvo de represálias e questionamentos públicos.

Com uma atitude simples e a coragem que cada um de nós deveria ter, a menina se mostrou uma mulher. Com uma atitude simples, ela mostrou do alto de sua timidez que nós podemos, cada um à seu modo, fazer um mundo melhor. Oxalá fossemos todos Isadora, a heroína que deu uma lição de vida a todos nós.

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