Vaga de carga e descarga gera reclamações no Centro Alto

“As vagas estão configuradas segundo a legislação e atendem o comércio local”. Com esta justificativa, aqui reproduzida ipsis litteris, a Prefeitura de Ribeirão Pires justificou a criação de uma nova (e extensa) vaga para Carga e Descarga na Praça Dr. José Elias Fernandes, no Centro Alto de Ribeirão Pires.

A necessidade de carga e descarga do local já é plenamente atendida pela demarcação que já existia

A nova área, que se soma a outra já existente do outro lado da rua, tem causado polêmica na região, uma vez que reduziu o já escasso número de locais para estacionamento, criou-se um problema para a parada de carros – especialmente os de clientes, o que gera reclamações justamente do comércio local.
“Sou contra (a nova área de carga e descarga). Ribeirão Pires é uma cidade pequena e já não tem lugares de parada de veículos”, explicou o corretor Edcarlos Teixeira, que trabalha na João da Roxa imóveis, instalada na região. “Isso para não dizer que meus clientes simplesmente não têm como parar na imobiliária”, completou.
O problema se agravou no final do ano passado, quando a Praça José Elias Fernandes foi transformada em área comercial a fim de abrigar os vendedores informais da região, os “barraqueiros” em um mesmo lugar. No processo de revitalização, cerca de cinco vagas anteriormente de uso livre passaram a ser de carga e descarga, 24 horas por dia.
Alzira, despachante há mais de 40 anos na rua em questão, também se mostrou indignada com o fato de eliminarem as vagas de estacionamento e transformá-las numa área de carga e descarga “absolutamente desnecessária” segundo o seu parecer.
Fato é que a área, por mais que tenha sido construída conforme a lei é excessiva para a demanda da região. É importante destacar que, além dos pequenos comerciantes que, em sua maioria, descarregam seus produtos em seus próprios veículos, há apenas o açougue – que já é agraciado por uma vaga que fica na sua lateral – e uma pastelaria.
Em suma: a necessidade de carga e descarga do local já é plenamente atendida pela demarcação que já existia. E, outra vez, a população não foi ouvida. Até quando?

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