Que bicho é esse?

Esta bela ave foi protagonista da animação “Rio”, que concorreu ao Oscar 2012, na categoria de Melhor Canção Original. Além de mostrar a exuberância da arara azul, o filme faz um alerta à extinção de espécie, cada dia mais ameaçada pela caça, pelo comércio clandestino e pela degradação em seu habitat natural por conta do desmatamento.

Arara Azul

A arara azul é encontrada em 12 estados brasileiros (AP, BA, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, SP, TO, AM) e é a maior entre os psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas).

Chega a medir um metro da ponta do bico à ponta da cauda e pesa até 1,3 kg.

Elas gostam de voar em pares ou em grupo. Os casais são fiéis e dividem as tarefas de cuidar dos filhotes. Nos fins de tarde, se reúnem em bandos em árvores “dormitório”.

Alimentam-se das castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiúva.

No caso do acuri, aproveitam aqueles caídos no chão, ruminados pelo gado ou por animais silvestres. O coco da bocaiuva é colhido e comido diretamente no cacho.

Habitat – No Pantanal, 90% dos ninhos de araras-azuis são feitos no manduvi, árvore com cerne macio. Também são utilizados a Ximbuva e o Angico Branco.

As araras aumentam pequenas cavidades no tronco das árvores para fazer seus ninhos, que são forrados com lascas que as araras arrancam da árvore. Há disputa com outras espécies por ser difícil encontrar cavidades naturais.

Reprodução – Aos sete anos a arara-azul começa sua própria família. Em média, a fêmea tem dois filhotes, mas em geral, só um sobrevive. Ela passa a maior parte do tempo no ninho, cuidando da incubação dos ovos. O macho se responsabiliza por alimentá-la.

Os filhotes nascem frágeis e são alimentados pelos pais até os seis meses.

Correm risco de vida até completarem 45 dias, pois não conseguem se defender de baratas, formigas ou outras aves que invadem o ninho.

Somente com três meses de vida, quando o corpo está todo coberto por penas, se aventuram em seus primeiros vôos.

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