Mais Notícias se posiciona contra Mercado Municipal

Por Danilo Meira

A sessão da Câmara Municipal da última terça-feira foi marcada pela discussão de um tema que preocupa quase que a totalidade da população de Ribeirão Pires: o destino da velha rodoviária, localizada em uma das mais nobres áreas da região central.

Gazeta defende a construção de uma praça de serviços 24h

Gazeta defende a construção de uma praça de serviços 24h

Fazendo uso da Tribuna Livre, espaço destinado aos munícipes se manifestarem, o editor do jornal Mais Notícias e da revista Mais Conteúdo, Antônio Carlos Carvalho da Silva, o Gazeta, manifestou posição contrária a mais nova idéia que surgiu para o aproveitamento da área: um mercado municipal.

Em cerca de quinze minutos de pronunciamento, levantou todos os transtornos que tal iniciativa pode trazer a cidade: “se algum dos presentes puder, peço que visite o entorno de outros mercados que existem na região e em São Paulo e veja quanto lixo, quanta movimentação de caminhões e transtornos que acarreta”, afirmou, antes de citar outros fatores, como o lixo gerado, por exemplo.

Como sugestão, Gazeta apresentou uma idéia inovadora: uma praça com a implantação de serviços que funcionem as 24 horas do dia, como uma farmácia, por exemplo, que seriam devidamente protegidos com a presença de postos da Polícia Militar e da Guarda Civil. Enfim, um espaço para convivência e ponto de encontro da população com recursos que hoje a cidade não possui.

Para isso, obviamente, seria necessário o reaproveitamento da cobertura, uma estrutura metálica que, segundo informações, é de alumínio e poderia render, segundo estimativas, mais de R$ 5 milhões se devidamente reciclada, fazendo com que o custo para as obras fosse amortizado.

Gazeta encerrou questionando a palavra oficial da Prefeitura, especialmente da Secretaria de Comunicação, que enviou respostas vagas quando questionada sobre o projeto por esta publicação, e pedindo para que cada vereador faça uma consulta a suas respectivas bases, aventando, inclusive, a possibilidade de uma consulta pública sobre o que a Administração poderia fazer com a antiga rodoviária. “Sei que o prefeito tem aliados poderosos e, se quiser, fará o Mercadão. Mas penso que, como munícipe, é importante manifestar minha opinião”.

Vereadores se posicionam

Tão logo foi encerrada a fala de Gazeta, o presidente da Câmara, vereador Gérson Constantino (sem partido) abriu a fala para seus pares externarem sua opinião. Vicentinho (PR), o primeiro a se manifestar, parabenizou e apoiou a idéia apresentada e também questionou a postura da prefeitura em se envolver com comércio: “a maior preocupação deveria ser com saúde e educação”, ressaltou.

Após admitir que simpatizou com o desenho do Mercadão em um primeiro momento, ele afirmou ter reconsiderado sua opinião, enfatizando o alto volume de lixo produzido e suas conseqüências, como ratos, por exemplo.

A seguir, o líder do governo, Vereador Antônio Muraki (PDT), afirmou que a discussão sobre a construção do mercado ainda não havia chegado a Casa, uma vez que o projeto que está sendo discutido e foi adiado tratava apenas da revogação do anterior, que permitiria a utilização do espaço para a construção de um novo Shopping Center. Em seu ponto de vista, a não construção do empreendimento representa uma grande perda, uma vez que seriam gerados cerca de 400 empregos. Ele concluiu reconhecendo que, de fato, houve uma falha da Secretaria de Comunicação ao não dar respostas adequadas aos questionamentos e também que, em sua opinião, o Executivo repensará o destino do espaço. De toda maneira, o projeto do mercado, segundo o vereador Banha (PDT), está fora do plano plurianual e, por isso, demanda um projeto que terá que ser apreciado pela Casa de Leis.

A fala de Muraki teve reações. Para Gérson Constantino, os projetos “têm tudo a ver“ entre si, já que a exclusão de uma destinação, automaticamente, demandará outra. “O projeto tem que ser pensado com carinho. É preciso analisar o que gira em torno de um Mercadão”, afirmou, citando, além do lixo, eventuais roubos e assaltos.

Ao final, o Vereador Vicentinho mostrou que a Casa, de fato, não deve se precipitar: “ela será adiada na próxima semana”.

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