Coordenadora do MEC questiona gestão educacional da cidade

A discussão final da preparação do Programa de Governo Participativo da pré-candidata Maria Inês teve como convidada, no último sábado, a coordenadora de Ensino Fundamental do MEC (Ministério da Educação) Lúcia Couto, mais uma integrante do governo Dilma, que esteve em Ribeirão Pires para discutir o setor tanto local quanto nacionalmente.

Lúcia expos números preocupantes sobre a educação fundamental de Ribeirão Pires

Durante o encontro, ela apresentou dados que causaram preocupação, especialmente no tocante a fatos ocorridos nos últimos anos, como a extinção do EJA (Educação de Jovens e Adultos), os problemas na gestão da merenda nas escolas e o crescimento da fila de espera nas creches municipais que, segundo Lucia, passa de 500 crianças. “Vale sempre lembrar que a responsabilidade de educação fundamental é dos prefeitos”, explicou. Além disso, foram apresentados dados do Censo Escolar que apontaram um crescimento pequeno de apenas 400 matriculados na rede municipal de ensino em se comparando dados de 2004 e 2011, segundo pesquisa do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) realizada em todo o país. “Acho que 5% de aumento na rede da cidade em oito anos é assustador. O Fundeb (Fundo Nacional para o Desenvolvimento do Ensino Básico), que dá cobertura desde as crianças em creche, foi constituído em 2007 e é um indutor para expansão das vagas de crianças de 0 a 5 anos”, afirmou, antes de ressaltar: “A lei é clara e diz que, até 2016, todas as crianças de 4 e 5 anos têm direito a vaga e a cobertura de 0 a 3 tem que crescer. Se o município não faz uso destas políticas, há um problema de gestão”.

Além dela, estiveram no debate profissionais do ensino como Neusa Nakano, Elzinha, Felipe Magalhães e Luiz Carlos Grecco, entre outros, que trocaram experiências e deram suas sugestões.

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