Translado de barco até o monumento foi retomado a partir da prainha Taiti para os dias 11 e 18 de janeiro
Após um período de suspensão por conta do nível da represa, o acesso à Torre de Miroku, um dos mais importantes patrimônios culturais e espirituais da região, volta a ser realizado por meio de translado de barco. As primeiras datas confirmadas para a retomada da visitação são os dias 11 e 18 de janeiro, marcando a reabertura gradual de um dos principais atrativos turísticos da cidade.
Durante as visitas, realizadas aos finais de semana, o público tem acesso a informações sobre a simbologia oriental, o processo construtivo e o significado da Torre de Miroku. O roteiro inclui ainda a possibilidade de participar de um breve cerimonial com a canalização de Johrei, tornando a experiência não apenas turística, mas também cultural e espiritual.
Localizada em meio a represa Billings, o ponto turístico é um monumento que une arquitetura, arte e fé, e atrai visitantes de diversas regiões do país. Além da visitação, o espaço abriga mensalmente o Culto de Ação de Graças, cerimônia que reúne fiéis e visitantes em momentos de oração, ensinamentos e reflexão.
O retorno ocorre de forma monitorada, já que a navegação ainda depende das condições do reservatório. Novos dias e horários serão divulgados conforme a evolução do nível da água.
Sobre a Torre de Miroku – A construção tem origem nos Ensinamentos de Meishu Sama, fundador da doutrina messiânica, que anunciou a concretização do chamado Mundo de Miroku (uma era de Verdade, Virtude e Beleza). Dentro dessa visão, a contemplação da arte e da harmonia arquitetônica é considerada essencial para o aprimoramento espiritual da humanidade. Foi com esse propósito que o Templo Luz do Oriente idealizou e concretizou o monumento.
A inspiração para a edificação surgiu no início dos anos 2000, quando o reverendo Minoru Nakahashi, fundador do Templo Luz do Oriente, visitou o templo Horyu, em Nara, no Japão, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. A grandiosidade e a beleza do templo japonês motivaram o grupo a construir, no Brasil, um espaço que traduzisse o mesmo espírito de devoção, estética e transcendência.
O projeto da Torre de Miroku combina engenharia moderna e tradição milenar com sua estrutura interna feita em concreto armado, enquanto o telhado, distribuído em cinco andares, segue o método japonês de encaixe de madeira, sem o uso de pregos ou parafusos. Essa técnica permitiu que a torre se tornasse a primeira do mundo com um vão interno totalmente livre até o topo, um feito que a torna ainda mais único do ponto de vista arquitetônico.
Outro destaque são as telhas douradas que revestem o monumento, que são inspiradas em uma oração dedicada a Kannon, divindade central na doutrina messiânica, elas foram produzidas com a participação direta dos membros do templo, que modelaram, esmaltaram e douraram manualmente mais de 13 mil peças.
