Ricardo Abílio afirma: 2026 o ano da Reforma Tributária

Enviado por Ricardo Abílio Contabilista e Secretário de Finanças de Rio Grande da Serra

A reforma tributária no Brasil, que entrará em vigor em 2026 e se completará até 2033, levanta questões importantes sobre a carga tributária futura. Embora tenha sido proposta para simplificar o sistema e promover justiça social, ela resulta em um aumento significativo da carga tributária, especialmente para o setor de serviços.

Nos últimos anos, o Brasil passou por uma transformação econômica, onde a prestação de serviços se tornou o motor da economia, substituindo o foco industrial. Este setor, crucial para a atividade econômica, enfrentará um aumento de impostos que poderá impactar os preços finais para os consumidores. As mudanças nas dinâmicas de consumo e produção exigem uma análise cuidadosa das implicações da reforma.

O aumento da carga tributária sobre o setor de serviços pode gerar um efeito cascata, afetando prestadores de serviços e consumidores. A crença de que a redução de impostos em uma camada específica seria suficiente para equilibrar o sistema ignora a complexidade das interações econômicas. O aumento dos custos operacionais se torna inevitável, pressionando os preços e a capacidade de consumo da população.

É essencial que a reforma tributária não se restrinja ao aumento da arrecadação. A verdadeira solução deve incluir a redução do custo da máquina pública, que impõe um elevado ônus sobre os cidadãos. O estado, cada vez mais presente na vida das pessoas, precisa ser mais eficiente e menos oneroso.

Para que a reforma cumpra seu papel de promover justiça social e simplificação, é fundamental uma abordagem equilibrada que considere tanto o aumento de receitas quanto a redução das despesas públicas. Somente assim será possível garantir um ambiente econômico saudável e sustentável, onde o crescimento e o desenvolvimento possam prosperar sem onerar ainda mais o cidadão.

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