Não se sabe se por conta dos corridos “dias modernos” ou se por desvalorização de nossa história, a cada ano que se passa as datas importantes têm caído no esquecimento.

São três dias importantes nesta semana e, em um deles, amanhã, 21 de abril, é feriado (Dia de Tiradentes) justamente para pensarmos sobre nossos ideais de liberdade e democracia, lembrando aquele que é considerado o primeiro grande levante contra o autoritarismo, motivado por algo que dura até hoje – a excessiva cobrança de impostos por parte da Coroa Portuguesa. Tiradentes, o dentista e alferes Joaquim José da Silva Xavier, que trouxe os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – com objetivo de que fosse implantada a república no Brasil foi visto como líder do movimento e condenado pela Coroa Portuguesa ao enforcamento no dia 21 de abril de 1792, tendo seu corpo esquartejado e exposto em praças públicas como exemplo do que poderia acontecer a quem questionasse o rei. Seus ideais ficaram e o país se tornou república 97 anos mais tarde, em 1889.

Por fim, temos o dia em que nosso país deu seu primeiro passo para se tornar uma nação. Em 22 de abril de 1500, enquanto buscava um caminho alternativo para as Índias, a esquadra liderada pelo navegador Pedro Álvares Cabral, então com 33 anos, encontrou uma terra até então inexplorada que primeiro foi batizada como Monte Pascoal, depois Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e, por fim, pelo nome que perdura até hoje: Brasil, alusão ao Pau-Brasil, madeira de cor avermelhada usada para tingir roupas e primeiro produto de exportação do país. Há quem diga que, na verdade, a palavra significaria Ilha Afortunada ou Ilha do Paraíso.
