Volpi afirma que não disputará mais nenhuma eleição

Clóvis Volpi (PV) é um veterano na política: já foi vereador, deputado estadual, federal e está à frente da Prefeitura de Ribeirão Pires há quase oito anos. E segundo ele, a trajetória na vida pública se encerrará aí, no dia 31 de dezembro de 2012, quando conclui seu mandato. “Estou muito cansado. Tenho plano de continuar na política, mas não de disputar eleição. Há 35 anos que eu peço voto, então, acho que chegou o momento de sair. Aprendi muito, posso ter uma consultoria, assessorar alguém, acho que eu seria um bom assessor, pois tenho muita experiência, enfim, aproveitar o meu conhecimento”.

“Estou muito cansado. Tenho plano de continuar na política, mas não de disputar eleição”, fala o prefeito

O Chefe do Executivo disse que precisa deixar um legado e, para isso, é preciso formar um bom grupo que dê continuidade ao que vem sendo feito. Para avaliar os nomes que compõe esse grupo, uma pesquisa já foi feita e um novo levantamento será realizado nos próximos dias. “Acho que nós vamos fazer uma pesquisa entre o dia 20 e 30 de agosto”.

Os vereadores Edson Savietto, o Banha (PDT) e Gerson Constantino (PV), que embora tenham sido citados certa vez pelo prefeito como bons nomes para concorrer à sua sucessão, não farão parte da lista, assim como aconteceu com a primeira pesquisa encomendada. “Vamos usar um critério de pontuação na espontânea. Se não tiver pontuação na espontânea, é muito difícil. É doloroso, mas é assim que se faz”.

Volpi frisa que quando for anunciado o apoio ao candidato do grupo governista, não será uma escolha pessoal, mas sim que envolverá todo o grupo. “Nós estamos discutindo em um grupo que tem doze partidos. Eu não posso fazer uma escolha se não tiver consultado os partidos. Pela menor quantidade de votos que esse partido teve, em uma eleição tão dividida quanto essa, é muito importante nos mantermos juntos. Não adianta nada o meu apoio se este grupo não quiser, nós vamos perder a eleição. Nós temos que fazer com que encontremos um nome que tenha o consenso da maioria. Eu vou respeitar todos os partidos e consultar alguns segmentos da sociedade, como as igrejas, por exemplo. O importante é que você apóie a pessoa que com muita consciência continuaria o trabalho que nós fizemos: recuperação econômica, liquidação de dívidas, enfim, uma série de coisas”.

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