Vacinação contra raiva em cães e gatos

Eliana Maciel de Góes

Médica Veterinária

CRMV 4.534

A Raiva continua representando um grave problema de saúde pública, pois apresenta um índice de letalidade de 100% para animais e seres humanos. As campanhas de vacinação das prefeituras, sob coordenação do Centro de Controle de Zoonoses, tem como meta vacinar 80% da população canina e felina do município e a repetição anual deste procedimento resulta num percentual elevado de animais imunizados, o que evita a transmissão da raiva para os humanos.

O último caso de raiva humana no Estado de São Paulo foi em 2001, transmitida por um gato de cinco meses de idade infectado pelo Desmodus rotundus (morcego “vampiro”) e um caso de raiva felina, na cidade de São Paulo, infectado por um morcego insetívoro em outubro de 2011.

Apesar dos casos clássicos de raiva canina e felina no estado de São Paulo estarem sob controle, a interrupção das campanhas de vacinação das prefeituras em 2010 e a não realização em 2011 favorece a reintrodução do vírus da raiva uma vez que acarreta um contingente de cães e gatos susceptíveis (sem a vacina).

Portanto, a maneira mais eficaz de impedir a ocorrência de raiva humana transmitida por cães e gatos é manter os animais destas duas espécies vacinados, de modo a formar uma barreira imunológica que impeça a disseminação do vírus.

Assim, com a retomada da campanha de vacinação em 2012, que se inicia dia 02 de maio, é fundamental que os proprietários levem seus cães e gatos para serem vacinados no local mais próximo a sua residência ou nas dependências do CCZ municipal, lembrando que em Ribeirão Pires a imunização de cães e gatos contra raiva é obrigatória (lei 5292/2009).

Maiores informações: 4824-3748

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