Uma luz no fim do túnel para a Fábrica de Sal

Fábrica de Sal

Comissão analisa futuro da histórica estrutura

Após anos de abandono, ao que parece o problema da Fábrica de Sal começa a ser sanado. No último final de semana, o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural de Ribeirão Pires elegeu uma comissão para acompanhar o estudo que será feito pela Prefeitura para analisar a viabilidade de preservação das ruínas da estrutura.

A ideia da Administração Municipal que foi referendada pelo Conselho é tombar toda a edificação original como Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão Pires. Caso isso aconteça, será a terceira estrutura tombada na cidade, junto à Estação Ferroviária e a Igreja do Pilar. A Administração afirma que a chaminé é tombada, ainda que ela não conste no rol do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo). A proposta terá três etapas: estudo técnico de engenharia e arquitetura, descaracterização do que não faz parte da construção original e a definição do melhor uso do espaço.

Atualmente abandonada, a cidade busca há anos uma solução para Fábrica de Sal que está interditada desde 2009. Em 2011, por exemplo, foi protocolado um projeto para recuperação do prédio junto ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para tentar garantir verbas federais a fim de revitalizar o espaço. Em julho do mesmo ano, uma empresa foi contratada por quase R$ 100 mil para elaborar projeto executivo a fim de tocar as obras, já que parecer feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apontou que o prédio não está condenado à demolição, mas só pode voltar a ter uso público após ampla reforma no sistema de águas pluviais, drenagem, cobertura, esquadrias, elementos metálicos, revestimentos, estrutura metálica, pisos e caixa d’água para conter os efeitos corrosivos do sal que levaram à deterioração das instalações. A expectativa é que até o final deste ano já se tenha uma solução engatilhada.

Recentemente, o local se tornou abrigo para marginais e usuários de droga, o que tem deixado a população da região, os funcionários e frequentadores da Biblioteca Municipal Olavo Bilac e os pais de alunos da Escola Municipal Lavínia Figueiredo Arnoni, que ficam ao lado do prédio, em polvorosa. A revitalização do espaço solucionaria também este problema. “Com o projeto de preservação das ruínas da Fábrica de Sal concluído já solucionaremos duas questões primordiais: segurança e saúde pública”, concluiu o secretário de Assuntos Estratégicos, Carlos Lima.

Histórico – O atual edifício Dom Helder Câmara foi erguido em 1898, com o intuito inicial de abrigar um moinho de trigo, atividade que foi exercida por pouco tempo. A última instalação industrial do prédio foi a Indústria e Comércio C. Cotelessa, que comercializava o Sal Rodolpho Valentino. Em 2003, o espaço foi adquirido pela Municipalidade e recuperado. Porém, os efeitos da salinização fizeram com que, em 2009, o prédio, que abrigava parte da Secretaria de Educação, fosse interditado.

Compartilhe