Sessão da Câmara é suspensa para atender a pais e funcionários da APRAESPI

Ontem, a Sessão da Câmara Municipal foi suspensa para atender a pais e funcionários da APRAESPI (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência) que lutam contra o fechamento das escolas especializadas no Brasil.

O presidente da Casa de Leis, vereador Banha, considerou o fato como um caso de urgência, chamando a seguir uma mãe e um funcionário da APRAESPI ao plenário para explicar a situação. Meire Canova representou os pais: “Hoje estou representando os pais que têm filhos especiais. Pensando em meu filho, almejo o melhor pra ele. E o melhor é que ele tenha qualidade de vida e isso implica em qualidade de ensino também. Por isso, sou contra a proposta do Ministério da Educação que pretende acabar com as escolas filantrópicas no País. Farei o que puder para que meu filho e outras crianças continuem tendo o direito a estudar nas escolas especiais”.

A seguir, à funcionária Luisa Nunes fez uso da palavra: “estamos aqui para pedir o apoio d

Funcionários da APRAESPI e pais de alunos pedem ajuda dos vereadores para que as escolas especiais não sejam fechadas

os vereadores, sei que não depende de vocês, mas acredito que podem fazer algo para nos ajudar. A luta hoje é contra a extinção das instituições de ensino especiais, já que o governo julga a educação inclusiva como a melhor alternativa. Será que as escolas públicas (Estadual ou Municipal) têm estrutura necessária para receber esse aluno especial? Como uma criança com autismo poderá ser incluída em uma sala de aula que pode ter até 47 alunos? Essa criança com toda certeza sofrerá. Nós temos o direito de escolha, e esse é bem diferente da imposição do governo. Diante deste grande problema já que estamos tratando do futuro das crianças, infelizmente ainda temos algumas pessoas que estão contra a nossa mobilização. Peço que pensem e reavaliem melhor a situação das crianças que precisam de um melhor tratamento. Também gostaria de deixar claro que não levanto nenhuma bandeira política, só quero o melhor para esses alunos”.

O pedido de ajuda pede uma moção de repúdio contra a proposta do Ministério da Educação. O documento da Conferência da Educação artigo 488 inciso VI e VII prevê acabar tanto com as escolas especiais quanto creches, parceiras há mais de 50 anos.

Pais e funcionários revelam o foco do documento, e solicitam uma melhor análise para os incisos VI, que determina a extinção da parceria com creches conveniadas e o VII, que reza sobre o fim da educação especial em 2018, quando a educação inclusiva seria universalizada. A maioria dos vereadores, se solidarizou com a causa. Apenas Renato Foresto pediu mais tempo para analise: “não sou a favor, mas também não sou contra. Acredito que o tema deva ser discutido com calma e analisado da melhor forma possível”.

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