Secretária Nacional de Segurança cobra maior participação popular

O debate do último sábado para a elaboração do Plano de Governo da pré-candidata a prefeitura de Ribeirão Pires Maria Inês (PT) contou com um reforço de peso: a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que esteve na sede da legenda para falar sobre o tema, uma das grandes preocupações dos Ribeirãopirenses.

Regina Miki colaborou para as discussões do plano de governo da pré-candidata Maria Inês

A integrante do primeiro escalão do governo da presidenta Dilma Rousseff apresentou vários dados, um deles mais do que preocupante: furtos e roubos “principalmente de carros” aumentaram na cidade nos últimos anos: “Isso cria uma grave sensação de insegurança na população”, disse, indo ao encontro do que já foi atestado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo que apontou aumento de quase 100% neste tipo de crime entre janeiro e março deste ano. Para melhorar a situação, Miki apresentou algumas alternativas, como melhoria na iluminação e equipamentos públicos, especialmente aqueles voltados ao lazer, a instalação de bases móveis que possam acompanhar a migração do crime e parcerias entre Prefeitura e Governo Federal.

A Secretária ganhou notoriedade após trabalho destacado em Diadema, resultando em uma redução drástica nas taxas de criminalidade locais, de 111 homicídios por grupo de 100 mil habitantes em 2001 para apenas 17 por 100 mil em 2008, rendendo até mesmo uma premiação dada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Em 2011, ela foi indicada para a pasta nacional da Segurança Pública. Tamanha experiência dá bagagem para uma constatação verdadeira: “a mudança começa nos municípios”, disse, antes de ressaltar que as políticas públicas do setor devem “respeitar as diversidades do Brasil”.

Regina Miki também ressaltou que a situação de Ribeirão Pires poderia estar diferente se a Prefeitura tivesse feito uma maior aproximação com o Governo Federal: “perderam a oportunidade de fazer uma grande mudança no paradigma da Segurança Pública. Precisamos buscar cada vez mais municípios que queiram entrar nesta área e entendam que segurança pública não é Polícia. Alguns ainda não se ativeram a essa mudança e que podem buscar isso”.

Dentre os trabalhos de parceria entre a pasta e as cidades está o de inteligência, com a elaboração de um mapeamento criminal local. “Estamos desenvolvendo um sistema de segurança pública onde os municípios terão acesso (aos dados criminais). Cada autoridade terá um filtro que atenderá as suas necessidades para desenvolver políticas a partir de um diagnostico não só com os números do crime, mas com indicativos sociais que irão auxiliar na melhoria da segurança pública”, afirmou, antes de ressaltar que há muito a ser feito: “A desigualdade diminuiu muito no país a partir do governo Lula, mas ao contrário de outros países, a criminalidade não caiu com isso. É preciso usar o sistema de análise criminal para voltar os projetos sociais aos focos da criminalidade e combatê-los”

Ela concluiu cobrando maior abertura para discussões sobre o tema: “A sociedade tem que participar dos debates sobre Segurança Pública. O grande problema é que ainda existe medo de, por exemplo, não ir a determinada reunião por poder ser marcado. Temos que falar do macro e não do problema individual. Temos que aprender a exigir dos governantes em todos os níveis que dêem o direito fundamental à segurança. Aí não é problema individual, mas sim da cidade, do bairro”.

Debate continua – Neste sábado, a partir das 8h30, a convidada da elaboração do Programa de Governo Participativo da pré-candidatura de Maria Inês Soares (PT) à Prefeitura de Ribeirão Pires será a coordenadora Geral de Ensino Fundamental do MEC (Ministério da Educação), Lúcia Couto, mais uma integrante do primeiro escalão do Governo Federal. Além dela, haverá também debates sobre Promoção Social. O diretório municipal do PT fica na Av. Francisco Monteiro, 1360.

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