Secretaria de Saúde e Higiene adia campanha contra raiva animal

Em 2010 o Ministério da Saúde utilizou pela primeira vez em todo o território nacional uma nova vacina de melhor qualidade que a anteriormente utilizada, produzida pelo laboratório Biovet. No entanto, a vacinação foi suspensa inicialmente no Estado de São Paulo e posteriormente em todo o território nacional, devido ocorrência de reações adversas com incidência maior que comumente observada. As reações adversas podem se manifestar por dor no local da aplicação, febre e inchaço, dificuldade locomotora e sinais de agressividade devido ao mal estar manifestado pelo animal. Porém, em 2010, houve quadros mais graves com vômitos, ataxia, paresias, paralisias e inclusive óbitos, sendo os primeiros registros no município de São Paulo e Guarulhos, principalmente em cães pequenos e gatos.

A campanha de vacinação contra raiva ainda não tem ainda data prevista para ser realizada

É necessário considerar alguns fatores que predispõem os animais a apresentarem tais reações: Estresse a que são submetidos por ocasião da vacinação; administração da vacina em pontos diferentes dos indicados.

O estado de saúde dos animais, ao receberem a aplicação da vacina, não podem apresentar sinais de doenças infecta-contagiosas e depressoras do sistema imune.

Após a suspensão da vacinação em 2010, técnicos responsáveis pelo registro e controle do produto recolheram amostras de vacinas para novas análises, cujos resultados ainda não foram divulgados, sendo que persistem várias indagações quanto à associação causal entre os componentes da vacina (adjuvantes, conservantes ou outros) e os eventos adversos temporalmente associados à aplicação.

Em 2010, Ribeirão Pires iniciou a campanha no dia 10 de agosto e quando foi interrompida no dia 19, já haviam sido vacinados 5.995 cães e 501 gatos com registro de 05 casos (0,007%) de reações adversas (03 cães de porte pequeno e 02 gatos) sendo que apenas um dos gatos inspirou maiores cuidados. Não houve registro de óbitos no Município.

Para 2011, o laboratório responsável pela produção previu o início da entrega de vacinas ao Ministério da Saúde para maio, porém foram priorizados os estados do nordeste onde ainda persiste a transmissão de raiva humana por mordeduras de cães. O Estado de São Paulo ficou para uma segunda fase uma vez que, o último caso de raiva humana transmitida por cão foi em 1997 e o último caso de raiva em cão em 1998, o que mostra um perfil epidemiológico de relativo controle. Porém, o secretário de Saúde e Higiene de Ribeirão Pires, Dr. Jorge Mitidiero, ressalta a importância de manter os cães e gatos vacinados contra raiva, visto que a raiva é uma zoonose de etiologia viral transmitida ao homem por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de mamíferos doentes, com letalidade de aproximadamente 100%.

No aguardo de informações mais precisas do Ministério da Saúde para o planejamento de sua campanha de vacinação contra raiva em cães e gatos, a SSH de Ribeirão Pires informa que a campanha de vacinação contra raiva, tradicionalmente realizada no mês de agosto, não tem ainda data prevista para 2011.

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