Rubão questiona “monopólio” de internet na cidade

Atualmente, Ribeirão Pires possui apenas uma grande empresa de telefonia e internet operando: A Vivo. Mais duas chegaram, porém, são de menor porte. Por isso, na Sessão da Câmara realizada na última quinta-feira, o vereador e presidente da Casa, Rubão (PSD), indagou o Executivo, em requerimento, sobre os motivos pelos quais existe, basicamente, apenas uma operadora no município, sendo que outra grande empresa do ramo, a NET, chegou a passar seus cabos na cidade.

Presidente da Casa afirmou que a cidade precisa de outra operadora

Para Rubão, a empresa atual “não atende à demanda” de Ribeirão e reclamou: “Não conseguimos sequer mandar documentos de nossos gabinetes que a internet já cai.” O vice-prefeito do município, Gabriel Roncon, enquanto vereador, também fez tal solicitação, mas não foi atendido. “Espero que, agora em cargo maior na prefeitura, ele consiga. Torço para que o Executivo chame a NET e entre em acordo com eles”, pontuou Rubão.

Paixão (PPS) afirmou que, em reunião com o Executivo, ficou sabendo que a NET, supostamente, não teria mais interesse em vir para a cidade. Edmar Oldani (PV) completou o colega alegando que o contrato da Vivo com a prefeitura é de 20 anos, mas não informou quando ele teria começado e nem quando deve terminar. “Mas é difícil quebrar este contrato”, lamentou.

O Mais Notícias vem acompanhando este caso desde 2012, quando a NET havia confirmado que estava se preparando para inaugurar suas instalações em Ribeirão. Vale ressaltar que, em 4 de abril de 2000, a Walberg Comunicações comprou a concessão do município por R$ 600.120 e assumiu o compromisso de, até 2009, oferecer o serviço a até 90% da cidade, o que, como se sabe, nunca foi feito.

O tempo passou, a empresa foi incorporada pela Canbrás, que foi incorporada pela NET e o serviço nunca chegou a cidade. Além disso, o parágrafo dois do artigo 4° da Lei Federal nº 13.116 diz que “a regulamentação e a fiscalização de aspectos técnicos das redes e dos serviços de telecomunicações é competência exclusiva da União, sendo vedado aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal impor condicionamentos que possam afetar a seleção de tecnologia, a topologia das redes e a qualidade dos serviços prestados”.

Sobre a afirmação de Paixão, consultamos uma fonte que confirmou o desinteresse da NET. Segundo a mesma, isso se deve ao fato de que, devido à crise, a instalação da empresa na cidade se torna economicamente inviável.

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