Plano de Resíduos Sólidos Municipal é discutido em Ribeirão Pires

Visando levantar uma discussão pública sobre o novo Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos de Ribeirão Pires, a Prefeitura da cidade, por meio da SEPHAMA (Secretaria de Planejamento Urbano, Habitação, Meio Ambiente e Saneamento Básico) realizou um encontro entre integrantes do poder público, da sociedade civil, do comércio. A reunião aconteceu na tarde da última segunda-feira, dia 04, na sede da ACIARP (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires). Aproximadamente 30 pessoas participaram do evento.

Karin Kelly dos Santos, secretária adjunta de Saneamento da SEPHAMA, fez uma apresentação do resumo do plano, expondo as principais metas que incluem: Diminuição da geração de resíduos destinados á aterros, educação ambiental, ampliação do programa de coleta seletiva para 100% do município, ampliação do programa de reciclagem de óleo de fritura (Óleo Legal); novos equipamentos para a Cooperpires (Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ribeirão Pires), instalação de uma usina para reciclagem de materiais provenientes de construção e a criação de um centro de compostagem.

Karim, ainda mostrou um plano para adequar o aterro municipal antes de encerrar suas atividades. “Temos que reduzir ao máximo a produção de resíduos. O aterro já está em tempo de vida útil esgotado. Conseguimos com a CETESB uma licença para ampliação do aterro para fazermos adequações necessárias para encerrar as atividades. Temos um projeto de revitalização e pretendemos construir a usina de reciclagem de material de construção lá”.

Comerciantes presentes questionaram a qualidade do plano e solicitaram mudanças no projeto de forma a englobar incentivos fiscais, cursos de instrução e agendamento para coleta seletiva em indústrias. O secretário da SEPHAMA, Temístocles Cristófaro aceitou as sugestões e explicou: “É sempre saudável haver incentivos, mas precisamos fazer um estudo detalhado de impacto. Antigamente a reciclagem era vista apenas como um instrumento para o resgate da cidadania dos catadores. Hoje em dia, trata-se de uma questão de empreendedorismo”.

Ao término das discussões, o presidente do Instituto ACQUA, Ronaldo Queródia, o Pepe, ressaltou um detalhe importante. “O plano deve ser discutido a nível regional, essa discussão municipal pode não resultar em nada. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC foi criado (há 20 anos) de uma necessidade ambiental, mas até hoje não chegamos a um consenso sobre o assunto. O assunto é sério e precisa de um planejamento muito mais profundo do que está sendo proposto aqui”.

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