Mulher ganha espaço no mercado de trabalho e assume liderança

“Pilotar fogão” ficou no passado. A nova mulher se preocupa mesmo em estudar e almeja a estabilidade financeira. Fica claro em números que o aumento das mulheres no mercado de trabalho foi significativo, tendo 24% de inserção entre 2000 e 2010, segundo dados do IBGE (Censo Demográfico) de 2010, divulgados nesta semana.

A educação é o carro chefe para o destaque feminino. Nas faculdades, as mulheres são maioria entre os alunos matriculados, ocupando 55,1% dos bancos contra 44,9% de homens. Com isso, elas ganham espaço, status e mais chances de uma carreira bem sucedida até mesmo em mundos outrora considerados “masculinos”, quebrando os preconceitos. Na engenharia, por exemplo, a proporção de mulheres mais do que dobrou, saindo de 5% para 11%. O inverso, contudo, não tem acontecido. Em áreas em que elas tradicionalmente eram maioria, como educação e cuidados pessoais, elas seguem a frente, com 92,7% do total de trabalhadores domésticos, 74,2% dos empregados da área de saúde e serviço social e 75,8% dos de educação. No ramo de hotéis e restaurantes, também são a maioria: 54,9%.

Essa evolução, contudo, ainda não chegou aos salários. Hoje, as mulheres obtêm renda mensal média de R$ 1.097,93, enquanto os homens atingem R$ 1.518,31, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Os homens que possuem curso superior chegam a ganhar até R$1.653,70 a mais do que elas.

Mudar para quebrar paradigmas – O Palácio do Planalto lançou, no inicio desta semana, uma campanha de incentivo para as mulheres buscarem capacitação em áreas profissionais como a construção civil e a mecânica pelo PRONATEC (Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego). Hoje, o resultado é muito bom, com cerca de 70% de mulheres nos cursos, mas a intenção é melhorar ainda mais este índice.

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