Caso Iluminatus: Juiz pede esclarecimento sobre desbloqueio de bens dos réus

No último dia 7 de agosto, o Diário de Justiça do Estado de São Paulo publicou um pedido de esclarecimento, feito pelo juiz Sidnei Vieira da Silva, direto ao Banco do Brasil, sobre uma possível irregularidade no desbloqueio de 50% do total bloqueado na conta do Instituto Iluminattus.

De acordo com a folha 5540 do processo registrado no Tribunal de Justiça de São Paulo, o valor total bloqueado na conta do Iluminatus era de R$252.051,79 em dezembro de 2013. Em seguida, em cumprimento à uma liminar expedida em fevereiro de 2014, houve um desbloqueio de R$ 126.025,90 (50% do valor total bloqueado); conforme exposto na folha 5550 do processo. A confusão se dá que na folha 5916 conta um valor de bloqueio superior ao indicado na liminar, que é de R$ 196.243,20. E liberando para movimentações no valor de R$ 70.217,30. Outra controvérsia no processo é de que na mesma folha há confirmação de que o valor bloqueado é de 50% do total.

Desde 2012, o então ex-prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PTB) é acusado na Justiça de desvio de dinheiro junto ao Instituto Iluminatus e outros envolvidos. São cerca de R$ 20 milhões desviados dos cofres públicos do Município, e após denúncia, o Ministério Público bloqueou as contas bancárias dos acusados no caso, entre as datas de 27 de novembro e 4 de dezembro de 2013.

Quem também ocupa a poltrona dos réus no processo são: o dono da prestadora de serviço de saúde CEMED, Maurício Gonçalves Fonseca, a diretora de saúde Renata Lin, Reato Garbocci Bruno, o já citado ex-prefeito Clóvis Volpi e o ex-secretário municipal de saúde, Jorge Luis Mitidiero.

Compartilhe

Comente

Leia também