Câncer de pele: saiba como prevenir e identificar alguns sinais

Para aqueles que não sabem, a pele é o maior órgão do corpo humano. Ela é composta por duas camadas: a epiderme, na parte externa, e a derme, na parte interna, tendo funções importantes como regular a temperatura do corpo, proteger contra agentes externos, como luz do sol e calor, e contra agentes infecciosos e químicos, por exemplo, ingestão de arsênico, exposição a raios-X e rádio.

 

Fique atento, e cuide de sua pele

O câncer de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram alterações e multiplicaram-se de maneira desordenada dando origem a um novo tecido, a neoplasia.No Brasil, os cânceres de pele são muito comuns e representam 25% dos tumores malignos diagnosticados, sendo que a maioria ocorre por causa do excesso de exposição aos raios ultravioleta do sol.

Os mais comuns são os carcinomas (carcinoma basocelular e carcinoma epidermoide) com incidência mais alta, porém menor gravidade, e os melanomas que, apesar de menos frequentes, são mais graves por causa do risco de metástases aumentado.

Para aqueles que têm histórico familiar da doença, pessoas de pele clara e olhos claros, cabelos loiros, ruivos, albinas, as que se expõem ao sol e a agentes químicos excessivamente, ou que têm muitas pintas constituem a população de maior risco para desenvolver a doença. Por isso o uso de filtro solar é de extrema importância. “A radiação solar, ao penetrar na pele, provoca algumas reações químicas que podem alterar o DNA das células, As células com DNA alterado precisam ser eliminadas, e o nosso organismo tem mecanismos de defesa que provocam a morte das células alteradas. Se as células alteradas persistirem e se proliferarem, ocorre o câncer de pele. O protetor solar não permite a passagem de parte da radiação solar, protegendo a pele destas alterações provocadas pelo Sol e prevenindo o câncer de pele”, explica a Dra. Daniela Presente Taniguchi, professora de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC.

Identificando os sintomas – A lesão maligna de pele geralmente é rósea, avermelhada ou escura, e apresenta crescimento lento, mas progressivo. Também pode ter o aspecto de ferida que não cicatriza, ou de pintas que crescem devagar, mas que coçam, sangram ou apresentam alterações de cor, e consistência de tamanho (geralmente maior que 6 mm). Outras características importantes dessas lesões são a assimetria e as bordas irregulares.

Se a presença de uma nova lesão ou uma antiga sofrer algum tipo de alteração, o medico deve ser procurado, pois, os cânceres podem apresentar características diversas. Para fazer o diagnóstico é levado em conta o clínico da lesão, sua coloração, forma e o resultado da biópsia dos tecidos da própria lesão. A atenção deve ser redobrada, pois, o quanto antes for identificado o tratamento é mais eficaz e apresenta bons índices de cura.

Recomendações

* Faça um autoexame de pele regularmente e observe se há alguma mancha, lesão, ferida, sinal ou pinta nova ou que apresente alguma modificação. Não se esqueça de examinar também a palma das mãos, os vãos entre os dedos, a sola dos pés e o couro cabeludo;

* Evite a exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 15 horas. Use filtro solar com proteção adequada ao seu tipo de pele, além de chapéu e roupas para se proteger;

* Evite as queimaduras de sol, principalmente durante a infância e a adolescência, fase em que as pessoas costumam expor-se mais ao sol;

* Não exagere na exposição dentro das câmaras de bronzeamento artificial, porque também elas emitem raios ultravioleta,

* Procure um médico dermatologista com regularidade, se você tem pele muito clara, que fica vermelha facilmente quando exposta ao sol, e/ou histórico de câncer de pele na família.

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