Automedicação pode causar alergias

Nos últimos dias, estamos sofrendo com a variação de temperatura durante o dia, ainda mais com a mudança de estação, do inverno para a primavera, quando a freqüência de mudanças de temperatura é muito intensa. Com isso, a pele, órgão que fica diretamente exposta a essa variação de temperatura, é a mais prejudicada, sofrendo com o ressecamento, coceiras, vermelhidão, doenças inflamatórias entre outros.

Com medo de que a pele fique com esses problemas, algumas pessoas acabam se automedicando sem o menor conhecimento de que um remédio aplicado sem prescrição médica pode agravar ainda mais o problema da sua pele.

Segundo o dermatologista Dr. Domingos Jordão Neto, do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama (HMCG), a alergia é a resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias estranhas ao organismo, que gera hipersensibilidade a um estímulo externo, os alérgenos. “Quando essa substância entra em contato com as células produtoras de anticorpos liberam a histamina, neurotransmissor de sinalização para organismo, provocando os sintomas alérgicos”.

Há vários tipos de alergias cutâneas, porém algumas devem ter atenção redobrada, como as inflamações de pele que podem ser causadas por contato direto com uma substância irritante. Como exemplo, um simples produto que as mulheres estão acostumadas a usar: “O contato com esmaltes pode gerar dermatite nas pálpebras, pescoço e face. Nas mãos é promovida por produtos químicos, detergentes e metais. O uso de tinturas, xampus, condicionadores, progressivas e permanentes de cabelo geram dermatite de contato no couro cabeludo”, afirma o Dr. Domingos Jordão, antes de ressaltar que “a única forma de prevenção é evitar o contato com substâncias que possam induzir reações alérgicas”. Caso seja inevitável, a dica é usar luvas protetoras e lavar o local após contato, não se esquecendo de procurar um médico para iniciar um tratamento.

Além disso, os especialistas indicam o uso de hidratantes específicos para o rosto e para o corpo. Banhos quentes também devem ser evitados, pois atacam o mecanismo de hidratação natural da pele realizado pela camada mais externa dela, chamada de epiderme, que impede a perda de água.

“E vale lembrar que o principal ato que deve ser evitado é a automedicação, pois ela muitas vezes “disfarça” um problema e agrava os sintomas alérgicos. Por isso, a exemplo de outros órgãos, a pele requer o acompanhamento de especialista ao sinal de qualquer anomalia, pois também pode estar exteriorizando problemas de saúde com origem em outros órgãos, como o fígado, o estômago e o intestino”, finalizou o Dr. Domingos Jordão Neto.

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