A importância dos exames endoscópicos do trato digestivo

Considerado um dos métodos mais eficientes para investigação do trato digestivo, os exames endoscópicos têm a vantagem de “visualizar o paciente por dentro”, sem para isso recorrer a um procedimento cirúrgico. Esse exame é realizado por meio de um fino tubo flexível, através do qual o médico examina o interior do órgão para verificar se há alguma alteração e remover, quando encontradas, lesões pequenas e superficiais.

A Endoscopia Digestiva Alta é o exame que visualiza o esôfago (estrutura que liga a boca ao estômago), estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado). Pacientes com dor, queimação no estômago e com distúrbios dispépticos são encaminhados para o exame, assim como pacientes com hemorragia e anemia. O exame é também solicitado para retirada de corpo estranho, dilatações, passagem de sondas e acompanhamento pós-cirúrgico. Mais recentemente, através da endoscopia também pode ser colocado o balão intragástrico para perda de peso.

“Depois que terminamos o exame, a maioria dos pacientes descobre que o medo era infundado”, conta o Endoscopista Dr. Cláudio Gomes

Esse exame é realizado em crianças e adultos, por via oral e tem como preparo apenas jejum de 8 horas. O procedimento é realizado sob leve sedação, não causa incômodo e o paciente é liberado em aproximadamente uma hora após o término do exame.

A Colonoscopia é o exame que visualiza a parte final do intestino delgado (íleo terminal), todo o interior do intestino grosso (cólon) e o reto. É solicitado para examinar a maioria das doenças inflamatórias intestinais, divertículos, pólipos, além de esclarecer anemias, sangue oculto nas fezes, obstipações ou diarreias frequentes. “Além de ser diagnóstico, esse exame é também terapêutico, porque quando se encontra um pólipo, pode-se retirá-lo”, salienta o Endoscopista Dr. Cláudio Antonio Rufino Gomes Junior.

Vale esclarecer que os pólipos são lesões encontradas no interior do intestino, que surgem em qualquer idade. Detectar precocemente a sua existência e realizar a imediata remoção é o caminho correto para evitar o câncer de intestino. Pacientes com história familiar de câncer do intestino, sobretudo familiares de 1º grau, devem ser submetidos ao exame precocemente. Devem realizá-lo também, pacientes que sofrem de obstipação ou diarreia frequentes, que apresentam sangramento via anal e dores abdominais constantes.

A colonoscopia é realizada por via anal e tem como preparo, no dia anterior ao exame, restrição alimentar e uso de laxantes. Após a realização do exame, o paciente recebe dieta leve, sendo liberado, em geral, após uma hora e meia. Pacientes acima dos 60 anos fazem o preparo no próprio hospital.

Esses exames são realizados por uma experiente equipe de endoscopistas do Hospital Ribeirão Pires, tanto em casos eletivos, com de urgência. Além do Dr. Cláudio, fazem parte da equipe: Dr. Mauro Lamellas Cardoso e Dr. André Luis Perez Solera.

O Dr. Cláudio lembra que para cada tipo de exame utiliza aparelhos endoscópicos distintos, rigorosamente limpos e desinfectados, e avisa: “Apesar do medo inicial que qualquer um desses exames pode provocar, eles têm a vantagem de detectar lesões na fase inicial. E depois que terminamos o exame, a maioria dos pacientes descobre que o medo era infundado”.

Compartilhe