Viver aqui é bom, mas pode ser muito melhor

Esta semana, a ONU, por meio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, que colocou a cidade de Ribeirão Pires no 100º lugar das melhores cidades para se viver no Brasil e no 55º lugar de São Paulo.

O índice é significativo em especial se analisarmos que em apenas 20 anos, a cidade cresceu 35% e saiu de um patamar inferior para outro mais privilegiado. Mais do que isso, mostra que as iniciativas de Luis Carlos Grecco, Maria Inês Soares e Clóvis Volpi para o desenvolvimento foram mais do que acertadas e, em conjunto, serviram para colocar a cidade no rumo certo.

O mesmo se aplica a Rio Grande da Serra, hoje em 562º no país e 236º do estado de São Paulo. Neste caso, o crescimento foi impressionante. A cidade evoluiu mais de 50% nos últimos 20 anos, 15 pontos percentuais acima da média estadual e três acima da média nacional. Méritos também para os gestores, em que se pesem as diversas turbulências políticas – motivadas pela violência – que a cidade passou: Cido Franco, José Teixeira, Carlão, Expedito Oliveira, Danilo Franco, Mario Carvalho, Ramon Velasquez, e Kiko Teixeira.

Por outro lado, a melhora da qualidade geral de vida que, neste caso, abrange Educação, Longevidade (expectativa de vida) e Renda, acaba disfarçando algumas coisas que são velhas queixas da população. Uma delas é a divisão de renda entre a população. A renda per capita de Rio Grande, por exemplo, está em apenas R$ 563,57. Ainda que seja 41% maior do que há 20 anos, ainda é inferior que o Salário Mínimo Paulista, que é de R$ 755 e o nacional que é de R$ 678. A questão é que, de toda a renda produzida na cidade, os 20% mais ricos ficam com 45,1% da renda produzida na cidade, enquanto os 80% mais pobres dividem os 54,9% restantes. Em Ribeirão Pires, onde a renda é de R$ 847,11, este índice fica em 51% para os mais desfavorecidos e 49% para os mais ricos.

É justo dizer que este é um problema nacional, um dos grandes desafios para as próximas décadas, ainda mais se considerarmos que na Noruega, 1º lugar do ranking, a renda per capita gira em torno de R$ 9.500 mensais.

Para os próximos anos, é preciso intensificar os investimentos na área da Longevidade que, mais do que a expectativa de vida, mede também a qualidade de vida em seus mais diversos aspectos, como Saúde e lazer, que são grandes déficits da(s) cidade(s) que precisam ser mais bem trabalhados. Afinal, cultura, lazer e arte são direitos do cidadão, que devem ser garantidos pelo estado.

Parafraseando uma frase muito popular nos últimos anos, é bom viver aqui – como os números comprovam. Mas poderia ser bem melhor.

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