Vereadores aprovam projetos polêmicos sem questionamento

Apesar da Ordem do Dia contar com 10 itens relevantes, dois projetos com teor mais polêmico foram aprovados sem qualquer discussão. Um deles aumenta o imposto cobrado na conta de energia elétrica, a CIP (Contribuição de Iluminação Pública), sugerindo um reajuste equivalente a inflação. Outro projeto libera o uso do espaço conhecido como “Antiga Rodoviária” para exploração comercial, inclusive com a participação de uma rede de fast food como uma alavanca para a valorização do espaço.

Antiga rodoviária abrigará o Habibis como forma de valoriza o local e atrair outras grandes franquias

O jornal Mais Notícias já se manifestou contrário ao uso comercial da Antiga Rodoviária, revelando, em uma pesquisa em nosso site, que a população concorda com a criação de uma área de serviços. No entanto, o projeto do Executivo usará os 5.000 m² da área para a construção de um centro de compras. Segundo informações exclusivas cedidas à nossa reportagem, os vereadores da base governista e a Prefeitura já estão familiarizados com os planos do uso da área.

A maioria dos vereadores foi informada com o jurídico da Prefeitura que parte daquela área, cerca de 2.000 m², será cedida para instalação da franquia de fast food árabe Habibs. “Percebemos que a partir do momento que o Habibs se instalar na localidade os demais espaços vão valorizar mais ainda, então, nesse sentido, a área irá valorizar automaticamente e o prefeito pode colocar uma concorrência com valor mais elevado, atraindo melhores franquias para usar o espaço”, explicou o líder de governo na Câmara, Antônio Muraki (PTB).

Com exceção apenas do oposicionista Saulo Benevides (PMDB), todos os outros vereadores foram favoráveis ao plano do prefeito Clóvis Volpi (PV).

No que diz respeito à atualização da CIP, Benevides também foi o único do contra. O peemedebista justificou seu voto dizendo que não adianta a cobrança de uma taxa quando existem pessoas que sequer desfrutam do serviço de iluminação. “Me posiciono contrário por entender que há ruas em que não tem iluminação e o pessoal, mesmo assim, paga por isso. Sou contrário assim como fui contrário à criação da cobrança dessa taxa”, destacou Benevides.

Apesar da oposição única, os projetos foram aprovados sem mais debates.

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