Vereador põe projetos do Executivo em “xeque”

Ao todo, quatro projetos do Executivo entraram na pauta de votação durante a sessão da Câmara de Ribeirão Pires nesta semana. Apesar da pressa em receber o aval dos vereadores, a Prefeitura terá que esperar duas semanas antes de providenciar o desfecho para o caso da licitação para uso da “antiga rodoviária”. Isso porque o vereador José Vicente de Abreu, o Vicentinho (PR), solicitou o adiamento da matéria por duas sessões alegando haver necessidade de “mais tempo para avaliar a proposta”.

Vicentinho se posicionou de forma dura contra as exigências da Prefeitura

Vicentinho protestou contra a pressão por parte do prefeito em ter os projetos emergentes aprovados. “É um desrespeito isso que passamos. Quando enviamos nossos requerimentos ao prefeito ele demora 15, 20, até 30 dias pra responder, quando responde”, reclamou o governista. Em tom enfático, o republicano declarou: “Vou me adiantar em dizer que serei contrário a qualquer projeto que chegar a essa Casa no dia da votação”.

Antônio Muraki (PTB), líder de governo na Câmara, tomou as dores do Executivo e defendeu que todos os projetos são de relevância. “Nenhuma vez a Prefeitura enviou projetos em caráter de emergência que não beneficiasse a população”, comentou. Apensar disso, o clima entre Vicentinho e Muraki ficou tenso, sendo apaziguado pelo presidente da Câmara, o vereador Gerson Constantino (ex-PV). “O assunto proposto pelo Vicentinho gerou um debate necessário para essa Casa. O Muraki está cumprindo seu papel, já atuei como líder de governo e sei como ele está se sentindo, mas dou meu apoio ao Vicentinho”.

Além do projeto adiado, outros três foram votados (todos aprovados). Um deles permite com que a Prefeitura revogue 30 cartões de estacionamentos utilizados por funcionários públicos, o que liberará o uso do estacionamento no Paço Municipal para munícipes que precisam de atendimento no prédio da Prefeitura. Quanto aos outros referem-se a novas readequações de verbas e a uma alteração no contrato do Município com a Sabesp por ordem da Procuradora do Estado de São Paulo.

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