Treinamento e obediência

Por Gazeta

O cidadão que se propõe a realizar determinada tarefa, especialmente se envolver riscos à saúde ou à vida dele ou de outrem, tem que se conscientizar da responsabilidade e da importância de se dedicar ao treinamento e obedecer fielmente os ensinamentos adquiridos durante o mesmo.

Quando o indivíduo ingressa numa autoescola para aprender a dirigir, o curso vai muito além de dominar a técnica de conduzir um veículo. De posse de sua Carteira de Habilitação, o novo motorista precisa obedecer às regras que regem a circulação dos veículos sob pena de cometer infrações e provocar acidentes que podem causar danos materiais, ferimentos e até a morte dele próprio e de outros envolvidos.

Por que principiei falando em treinamento e obediência? Porque, atentando a esses dois princípios, dificilmente ocorrerão acidentes.

Vou narrar em poucas palavras uma experiência que tive muito jovem, 11 ou 12 anos, quando consegui emprego de meio período para conduzir burros e mulas atreladas à carroças que faziam um aterro.

Os homens carregavam as carroças e minha função era “dar a partida” no animal puxando-o pelo cabresto por alguns poucos metros e os mesmos seguiam por mais ou menos 300 metros, percorrendo o caminho para o qual foram treinados, sem jamais se envolver em colisões ou esbarrões com os animais que vinham em sentido contrário com as caçambas vazias. Percorriam o trajeto no mesmo passo sem reduzir ou acelerar, mantendo fluxo constante e ordenado.

Aqui fica a indagação: Se animais considerados irracionais conseguem cumprir as tarefas para as quais foram treinados, por que o homem, que possui inteligência racional, teima em descumprir as regras e provocar o caos?

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