SUS gasta R$ 43 mi com acidentes em SP

O SUS (Sistema Único de Saúde) gastou R$ 43 milhões com internações de vítimas de acidentes de trânsito em São Paulo durante o ano passado.

De janeiro a dezembro, 30,6 mil pessoas foram atendidas pelo sistema após serem vítimas de batidas, atropelamentos e quedas nas ruas e avenidas da capital

De janeiro a dezembro, 30,6 mil pessoas foram atendidas pelo sistema após serem vítimas de batidas, atropelamentos e quedas nas ruas e avenidas da capital.

Em apenas dois anos (2009-2011) houve um crescimento de 29% nos gastos (R$ 33,4 milhões) e de 23% no número de internações (24,9 mil). Em 2010, os acidentes custaram R$ 38,2 milhões ao cofres públicos e provocaram 28,6 mil internações.

Na avaliação do médico Mauro Augusto Ribeiro, presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), os números apresentados pelo SUS só começarão a cair realmente quando a fiscalização imposta sobre os condutores for realmente eficaz.

Para Ribeiro,é preciso ampliar o número de motoristas submetidos ao teste do bafômetro. “É preciso realizar uma média de 200 mil testes do bafômetro por mês. Essa pressão levará a uma redução do consumo de bebida e, como consequência, dos acidentes”, diz o presidente da Abramet.

Em São Paulo, apesar de a PM ter intensificado as ações, o número de fiscalizações ainda é insuficiente e bem inferior ao registrado no Rio de Janeiro. Em São Paulo, em média um em cada 474 motoristas passa pelo bafômetro. No Rio, a média é de um em cada 194.

O especialista diz que também é preciso ampliar o raio de ação do Programa de Proteção ao Pedestre da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que reduziu em 37% o número de mortes por atropelamento em ruas e avenidas do centro (de 32 para 20). “Tem que expandir com mais agilidade. Não se pode ficar restrito a uma ou duas regiões”.

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