Ribeirão Pires não corre risco de desabastecimento de água

A falta de chuvas nas últimas semanas, além de trazer altas temperaturas, ligou o sinal de alerta na Grande São Paulo. Hoje, a estiagem fez com que a capacidade de armazenamento do sistema Cantareira, que armazena a água destinada à região, esteja em apenas 21,7%, o menor nível dos últimos dez anos.

Isso é resultado da falta de chuvas que atinge a Região Metropolitana de São Paulo desde novembro passado quando houve apenas 54,2 mm de precipitações contra 163,8 mm de média histórica, ou seja, uma queda de aproximadamente 66% que se agravou em dezembro, com uma queda de 80%, dos 226,8 mm habituais para 44,2. Em janeiro, a situação voltou aos patamares de novembro, com cerca 66% a menos de águas: 87,8 mm contra 259,9 mm.

A rigor, isso significa que, nas condições climáticas e de consumo atuais, podemos chegar a um colapso que demandaria medidas emergenciais como, por exemplo, o racionamento. Valinhos, no interior de São Paulo, que conta com uma autarquia municipal para o setor, já adotou o procedimento que deixa alguns bairros da cidade sem fornecimento em determinado período. Na mesma região, as cidade de Campinas e Piracicaba, entre outras, estudam medidas similares. Um detalhe é que as represas, de acordo com estudo da Unicamp, podem levar até cinco anos para recuperar os níveis considerados aceitáveis. Ou seja: é um problema que pode ter desdobramentos a longo prazo já que, segundo estudiosos, é a pior estiagem de que se tem notícia desde o inverno de 1952.

A solução encontrada pela Sabesp foi incentivar a economia de água, ainda que “pagando” para isso. Nos últimos dias, foi elaborada campanha em caráter emergencial pedindo para que os consumidores economizem água, oferecendo, inclusive, um desconto de até 30% para os usuário abastecidos pelos Sistema Cantareira que tiverem redução de ao menos 20% em relação ao consumo médio aferido entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014 que será válido entre março e setembro.

Para a sorte dos moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, os sistemas que alimentam as cidades, o Rio Claro e o Ribeirão da Estiva (Rio Grande), estão operando com 95,7% e 91,2% de suas capacidades, respectivamente. Por isso, a política de descontos anunciada pela estatal não será válida. De toda forma, a economia de água é fundamental e necessária já que, como podemos ver, o recurso está escasso.

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