Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra podem ter seus deputados. Basta querer

Findas as eleições de 2016 com a posse dos novos prefeitos no próximo dia 1º de janeiro, o centro das especulações políticas passa ser as eleições de 2018 que irão definir os novos presidente, governadores, senadores e deputados e, obviamente, a discussão sobre quem serão estes candidatos.

Obviamente, os grupos políticos vencedores do último pleito saem na frente, já que poderão trabalhar os nomes junto à população durante um ano e meio, mostrando que podem ser as melhores opções junto ao eleitorado.

E esta também talvez seja a melhor chance de tirar Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra da chamada “periferia eleitoral”, fazendo com que as duas cidades sejam mais do que mero repositório de votos e tenham representatividade real tanto na Assembleia Legislativa do Estado quanto no Congresso Nacional.

Fazendo uma conta simples, é perfeitamente possível às duas cidades eleger ao menos um representante em cada casa. Vamos aos dados: nas últimas eleições, foram exatos 124.907 eleitores inscritos somando as duas localidades, um número que pode passar dos 130 mil até 2018. Vemos que, por exemplo, o deputado estadual Barba (PT), de São Bernardo, foi eleito com 94.174 votos, Átila Jacomussi (PSB), que deixará o cargo após ter sido eleito prefeito de Mauá, teve 62.856 e a menos votada, Clelia Gomes (PHS) teve 25.306. Já para deputado federal, Vicentinho (PT) teve 89.001 votos, Roberto Lucena teve 67.191 e o menos votado, Fausto Ruy Pinato (PRB) teve 22.097 – números que, dentro do universo de votantes em nossa microrregião, são perfeitamente possíveis de serem alcançados – independente do quociente eleitoral e da formação das coligações, que podem tornar necessários mais ou menos votos para eleger um candidato.

Mais do que ser um representante regional, um deputado também pode repassar importantes recursos para as cidades na forma de emendas parlamentares, viabilizando projetos de desenvolvimento e investimentos em suas mais diversas formas. Óbvio que, antes isso, seria importante uma grande conversa entre os entes políticos para definir nomes de consenso, além de contar com a boa vontade de políticos da região que rendem seus apoios a nomes de fora a um custo baixo (não raro uma única emenda que, quando vem, é de valor insignificante) em detrimento dos filhos da terra que poderiam lutar verdadeiramente pelos interesses da população de nossa microrregião.

Com boa vontade e foco, fica claro que um de nós pode sim ser deputado e abrir um canal direto para lutar em prol dos interesses de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nomes para isso há, como Charles D’Orto, Luiz Carlos Grecco, Claudinho da Geladeira, Claurício Bento, Helenice Arruda e Lair Moura, para citar alguns. Abrir mão de vaidades e focar o pensamento nas cidades é o primeiro passo.

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