Ribeirão Pires de Kiko e Dedé

A especulação sobre o futuro da cidade é enorme, um prejuízo para o município

“O Kiko cai ou não cai?”. Essa tem sido uma pergunta ecoada por toda a cidade, seja por integrantes da elite política, por eleitores ou por cidadãos em geral que não sabem mais em quais informações confiar.

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“E o Dedé, vai assumir a Prefeitura? É ficha suja?”, são outras perguntas que estão nas rodas de discussão nos quatro cantos da cidade.

A desinformação sobre a instabilidade política em Ribeirão Pires é enorme. Isso acontece porque a informação precisa até o momento não foi divulgada, estando restrita apenas aos poucos advogados envolvidos nos processos de cassação dos políticos citados acima. E, convenhamos, os dados “vazados seletivamente” até o momento só mostram o lado que favorece este ou aquele grupo.

Mas existe uma verdade. Preste atenção:

No caso do prefeito de Ribeirão Pires, Kiko Teixeira, especula-se que ele deixará a cadeira por ter seu registro de candidatura cassado. Isso realmente pode acontecer a qualquer momento. Nesta semana, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo endossou o pedido de cassação de Kiko. O posicionamento da PRE-SP faz parte do rito processual, não significa certeza de nada, mas aperta um pouco mais a corda posta ao pescoço do alcaide. Só que deste ponto até o momento em que o prefeito efetivamente perder o mandato, há um longo caminho a percorrer e isso não ocorrerá da noite para o dia. Na realidade, tudo pode mudar decorrente de um golpe de sorte: O processo contra Kiko pode ser julgado a qualquer momento (especula-se o próximo dia 30 de maio), mas também pode perdurar por mais de três anos, o que garantiria a vida política de Kiko por todo o mandato.

Dedé tem uma situação mais delicada. Conforme o processo contra Kiko caminhava, Dedé via cada vez mais perto a realidade de tornar-se prefeito. Porém, com a condenação também ocorrida nesta semana, em segunda instância (TRE-SP) o tira completamente de qualquer disputa eleitoral para os próximos oito anos. A única alternativa de Dedé é garantir uma liminar, documento esse usado por ele mesmo nas últimas eleições. Ou seja, se o Kiko cair amanhã, Dedé não será prefeito. A Justiça Eleitoral convocará novas eleições. Enquanto isso, Rubão Fernandes, presidente da Câmara, seria empossado como prefeito. Isso, claro, se não for julgado em segunda instância um processo contra Rubão, já condenado a perder cargo público.

Todo esse cenário mostra o quão delicada e complexa é a situação política em Ribeirão Pires. Mostra também que a especulação sobre o futuro da cidade é enorme, um prejuízo para o município.

Muito se fala por aí e a única certeza que temos é que Kiko pode cair não se sabe quando, Dedé não pode ser candidato ou empossado e novas eleições acontecerão caso Kiko seja deposto. Não há data, não há prazo e não há certeza de nada.

Agora, apesar de tudo isso, Kiko precisa continuar trabalhando com afinco para resgatar a cidade enquanto durar seu mandato. Dedé precisa decidir se fica no comando do jornal da família ou na política, já que as duas coisas ao mesmo tempo tem sido justamente seu “Calcanhar de Aquiles”, já que sua condenação envolve o uso político pessoal do jornal. Enfim, somente o tempo poderá resolver todo esse cenário.

 

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