Recordar é viver: Assad Sabag conta histórias de Ribeirão Pires

Ao andar pelo centro da cidade de Ribeirão Pires, não percebemos a riqueza das histórias por traz das novas construções. Em comemoração ao aniversário da cidade, o Jornal Mais Notícias entrevistou o Dr. Assad Sabag, que conta curiosidades do município e sobre sua trajetória.

Dr. Assad Sabag revela curiosidades aos munícipes

Ser acolhedora é uma das características da cidade, “meus pais e quatro irmãs, deixaram a Síria, e se mudaram para a cidade de Ribeirão Pires. Considero um ato de coragem, mudar para um novo país, com costumes e língua diferentes”, relata o Dr. Assad Sabag.

Ele relembrou momentos da infância. “Sou o mais novo de sete irmãos, morava no prédio da Rua do Comercio. No centro da cidade existia um enorme morro, lembro do dia da demolição, assisti a tudo da janela de casa”.  (N.R: Este morro estava onde hoje é o Centro Novo).

Segundo o entrevistado, após a demolição outras ruas comeram a aparecer. “A cidade era pequena, existiam poucas ruas. Depois da demolição, o traçado da cidade começou a mudar. Aproveitando a oportunidade, gostaria de revelar que a Rua Felipe Sabag foi uma homenagem feita a meu pai”.

Sobre a escolha profissional, Assad Sabag não teve dúvidas. “Sempre pensei em ser dentista, nunca quis exercer outro oficio. Cursei a Faculdade de Odontologia de Lins, me formei no ano de 1961, e desde então não aparei mais”.

O Dr. Sabag trabalha todos os dias, e seu consultório ainda está no mesmo endereço. “Sempre estive na Rua Boa Vista, mas o interessante é que quando comecei a atender existiam apenas mais dois dentistas. Acredito que hoje eu seja o mais antigo da região”.

O desejo e plano para esse ano, é “continuar a trabalhar, não passa em nenhum momento pela minha cabeça ficar em casa. Acredito que fazer o que se gosta é melhor do que não fazer nada”, afirma dentista.

Rumo ao futuro, “a cidade cresceu e cresce a cada dia, isso é um fato. Grandes mudanças foram realizadas e outras estão por vir, eu não sou contra ao progresso, mas confesso que gosto daquela calmaria de cidade interiorana”, conclui  o Dr. Assad.

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