Quem não gosta de política?

“Eu não gosto de política”. Quantas e quantas vezes não ouvimos esta frase por aí, especialmente em período eleitoral, quando as discussões se acirram e o assunto se torna inevitável.

Mas para estes, é importante destacar que a política está no dia a dia. Quando você negocia algo com seus colegas de trabalho, a está exercendo, bem como quando está negociando um preço melhor em uma loja, em depósito de materiais de construção ou até mesmo com sua esposa, namorada ou irmãos. Ou seja: a política está no nosso dia a dia, na nossa vida, é uma característica intrínseca do ser humano.

Por isso mesmo, dizer que simplesmente não gosta do assunto pode muito bem representar uma fuga, uma forma de dizer “não me importo”. É de suma importância ao menos ter uma noção do assunto, saber quem serão os candidatos e quem o estará representando na Câmara e no Paço Municipal.

Fazer o contrário é assumir uma posição passiva, de mero espectador de uma vida que passa sem participação efetiva, assumir a posição de ficar resignado e não ter direito a reclamações posteriores. É por isso que alguns abnegados que não aceitam imposições absurdas e manifestam suas posições publicamente acabam por ser achincalhados. É porque despertam o medo naqueles que nada fazem.

Exercer a cidadania é mais do que um direito, é um dever do eleitor que deve ser feito no dia a dia. Participar da “Festa da Democracia” é uma ação diária, não esporádica. É cobrar do partido que você elegeu, do vereador que você votou atitudes efetivas em prol de um bem comum. Afinal, fazer política mais do que quaisquer tipo de negociações, é lutar pelo bem comum. E isso independe de ter ou não um cargo eletivo.

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