Prefeitura promete CCZ reformado até o fim do ano

Nos últimos dias, o Centro de Controle de Zoonoses de Ribeirão Pires foi alvo de discussões pela cidade por conta de uma denúncia veiculada na Internet sobre as condições de atendimento aos animais que estão sob responsabilidade do órgão.

Foto: Gabriel Mazzo/PMETRP

CCZ foi alvo de críticas recentemente

Hoje, a estrutura abriga 60 animais, em sua maioria cães, que ficam divididos em 21 abrigos, 14 deles erguidos recentemente, além de dois gatos adultos e cinco filhotes, o que deixa a operação no limite: “fazemos o possível para não ultrapassar este número de animais. Acima disso, começam a acontecer brigas e a qualidade de vida deles também cai, o que poderia ser considerado como maus tratos”, explica a Dra. Eliana Maciel de Góes, veterinária responsável pelo órgão. Ela ainda ressalta que o funcionamento é controlado e não há recolhimento de animais na rua: “recolhemos apenas aqueles que representam perigo aos moradores como cães que chegaram a morder e cadelas no cio. Não fazemos trabalho de carrocinha, muito menos pegamos animais para aplicar a eutanásia que, além de ser proibido, tem em mim uma opositora”, explica – A eutanásia, o sacrifício de animais, é proibida desde 2008 em São Paulo e só pode ser usada em casos extremos, que levem risco a outros animais. Desta forma, a participação da população é fundamental no controle e na prevenção do abandono animal: “o que ajuda mesmo é o controle reprodutivo e a conscientização da população para que não abandone seus animais”, ressaltou.

Apesar de todos os cuidados, a estrutura do CCZ está aquém do esperado. A boa notícia é que deve receber intervenções em breve. Segundo Koiti Takaki, o secretário de Saúde de Ribeirão Pires, a Prefeitura está ciente e o local deve sofrer intervenções em breve: “Nós já estamos com a planilha de reforma. Vou me sentar com o Prefeito Saulo Benevides, e pedir para que o Prefeito remaneje as verbas, principalmente para investir na reforma do Hospital São Lucas e no CCZ”, explica.

Segundo Takaki, havia uma emenda sendo analisada por um deputado para a obra, mas a Prefeitura decidiu agir por conta: “não podemos mais esperar. Eu vou sentar com o Prefeito, temos que refazer toda a estrutura. Isso deve custar em torno de R$ 1 milhão. Acredito que até o fim do ano o problema será resolvido”.

Chips – Em Ribeirão Pires, o CCZ está implantando um sistema de chip, que será implantado a partir de agosto em todos os animais do Centro, o que irá facilitar tanto o controle de zoonoses quanto para acompanhar os animais em caso de perda por meio do sistema GPS. Além do chip, vale ressaltar que todos os animais são castrados (após os seis meses de vida), vacinados e vermifugados, o que dá segurança para a família que irá acolher o animal.

Filhotes – Houve ainda um questionamento sobre o porquê de quase não haver filhotes no CCZ. Segundo a Dra. Eliana, a saída de filhotes é maior porque, além de ser a preferência da maioria dos doadores, há uma ação para que eles sejam doados mais rapidamente: “o CCZ não é um ambiente para filhotes, já que muitos cães adultos são acolhidos doentes, e esse filhote acaba ficando debilitado”.

O CCZ e a sociedade – A grande responsabilidade do CCZ, na verdade, não é cuidar de animais em situação de rua, mas sim o controle de Zoonoses, que são as mais diversas doenças que podem ser transmitidas aos animais vertebrados e ao Homem. Dentre as responsabilidades do órgão estão o controle de males como Raiva, Leptospirose e Dengue, por exemplo, além de cuidar do bem-estar animal, com campanhas como a que prega a posse responsável, por exemplo. Nesse ponto, o Centro pede ajuda a população: “precisamos de pessoas que possam, de forma voluntária, passear com os animais durante a semana. Os interessados podem entrar em contato com o CCZ”. O endereço do Centro de Controle de Zoonoses é a Rua Catarina Rios Giachelo, 185, telefone 4824-3748.

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