Prefeitura é alvo do MP por derrubada de árvores

Enquanto a população não pode aparar os galhos de uma árvore sem passar por um burocrático processo para conseguir autorização da Prefeitura, a própria Municipalidade, alegando possuir liberação para adequar calçadas às exigências da Lei da Acessibilidade, derruba árvores sem critérios, deixando a população sem explicações.

As árvores foram removidas e sobraram os tocos

Um dos mais recentes casos aconteceu na calçada da Praça José Elias Fernandes, confluência das ruas Olímpia Catta Preta e Maria Augusta Cruciani, no Centro Alto. No último dia 12, moradores locais presenciaram a derrubada de três árvores da espécie ‘’Ficus’’. O corte foi realizado por funcionários da Prefeitura que apressaram-se em retirar os tocos, cobrir a área com cimento e pintar toda a calçada, eliminando todo e qualquer vestígio.
Revoltados com a ação, comerciantes locais prepararam um abaixo assinado exigindo da Prefeitura o replantio das árvores. Além disso, foi lavrado um Registro de Ocorrência e aberta uma representação no Ministério Público. No documento os comerciantes afirmam que “o ato da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Ribeirão Pires que consideramos crime ambiental”. Em seguida, a representação defende que “as três árvores eram saudáveis, em processo de crescimento, uma das quais abrigava um ninho de pássaros”.
O abaixo-assinado encaminhado ao prefeito continha a seguinte mensagem: “Estamos encaminhando a vossa senhoria um abaixo-assinado simbólico com vinte assinaturas, que poderia ser mais de vinte mil tal o grau de indignação que causou, por parte desta Prefeitura, a supressão de três árvores saudáveis sem nenhuma justificativa. Esperamos que Vossa Senhoria tome a decisão de ordenar o replantio de outras no mesmo local em atenção a todos que, como signatários da “súplica” em anexo, preocupam-se não só com a preservação ambiental, mas também com a sombra e os pássaros que ali faziam ninho”.
Procurada por nossa reportagem a Prefeitura disse que a derrubada das árvores seguiu orientação legal e que já foi providenciada a compensação. O entanto os comerciantes e moradores do entorno contrapõe afirmando que se o problema é acessibilidade que se deveriam retirar as placas de sinalização e os postes localizados na mesma calçada. “É muito mais fácil suprimir três árvores do que remover três postes”, afirmou um dos signatários do abaixo assinado.

Homens da SEJEL arrancam os tocos

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