Posse de vereadores tem “consenso” e palavras fortes

Tão logo foi encerrada a cerimônia de posse, foi realizada a primeira sessão da nova Legislatura, também presidida por Mercedes D’Orto, para eleger a nova mesa diretiva da Câmara Municipal. A última semana de 2012 contou com um ensaio de chapa opositora, composta pelos novos vereadores, que iria disputar a mesa. Entretanto, após um trabalho de bastidores intenso capitaneado por Zé Nelson (PSD), chegou-se a um consenso e foi eleita uma mesa composta justamente pelos recém-chegados com exceção da presidência, que ficou com Edson Savietto, o Banha (PDT), que assume o posto pela terceira vez.

Mercedes D’Orto foi a primeira mulher a presidir uma sessão inaugural da Câmara na história da cidade

Desta forma, os edis, em ordem alfabética, referendaram o voto na chapa única, ressaltando o consenso. O próprio Zé Nelson, em seu discurso, ressaltou o esforço: “Para fazer a mesa é preciso ceder. Foram dois meses de negociações”. A seguir, ele exaltou seu trabalho: “Às vezes não é possível fazer a composição que desejamos, mas hoje estou elegendo a mesa que eu escolhi”.

Nos outros discursos, é importante ressaltar, que o consenso chegou, mas que, de fato, não foi fácil chegar até ele. Mercedes D’Orto, por exemplo, deixou claro que desejava sim ser presente, mas que abriu mão. “Acredito em vocês (membros da mesa), mas irei cobrá-los”, prometeu. Ao final, a vereadora com maior aprovação popular do último pleito ressaltou sua posição de líder de Governo, um posto que “será importante para a cidade”. Ela, aliás, foi elogiada pelo presidente eleito da casa, que exaltou a “nobreza” em retirar a candidatura no seu discurso de posse.

Dentre todos os dezessete membros da casa, dois deles, Rubão e Silvino Castro, chamaram a atenção pelas palavras fortes usadas nos discursos. O primeiro deles, deixou claro que não estava tão de acordo assim com o “consenso” da eleição: “Votei pelo compromisso com a cidade”, disse, antes de usar uma expressão que deixou os membros da Casa inquietos: “(no que depender de mim), esta não será uma Câmara do Amém”.

Silvino Castro, que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, fez questão de ressaltar que isso não influenciará na sua gestão: “Não se pode misturar a religião com a política”, disse, antes de concluir com duas frases que arrancaram aplausos dos presentes: “Não tenho rabo preso com ninguém” e “se receber algo, darei ao povo”.

Com isso, mesa diretiva da Casa de Leis para o biênio 2013/14 terá o Banha como presidente, José Nelson da Paixão, o Paixão (PPS), como vice, Gabriel Eid Roncon (PR) como primeiro secretário, Renato Foresto (PT) como segundo secretário e Cléo Meira (PTN) como terceira secretária.

Novas Instalações – Os novos edis terão à sua disposição o novo prédio da Câmara de Vereadores, inaugurado em 31 de dezembro pelo antigo presidente, Gerson Constantino (PSD).

Agora o edifício conta com três andares dos quais o térreo será destinado para os gabinetes do vice presidente, da Mercedes e do Primeiro Secretário. O primeiro andar, com cinco gabinetes, será para a composição da mesa presidente. Outros nove gabinetes estão no terceiro (e novo) andar. Cada pavimento conta com sistema de acessibilidade, inclusive com banheiros adaptados. No plenário, que ainda terá a mesa ampliada, há uma sala para a imprensa e uma sala multimídia que, além de controlar o sistema de som do local, será responsável por preparar programas que serão transmitidos no canal do parlamento metropolitano. “Deixo a Câmara, mas a política não. Ainda atuarei politicamente em prol da cidade”, disse Gerson ao reconhecer os esforços de todos os funcionários da Casa que colaboram diariamente para o bom andamento dos trabalhos do Legislativo.

O prédio ainda necessita de acabamentos e os vereadores eleitos tem reclamado da atual precariedade em que se encontra o edifício. Fios a mostra, pisos sem rejunte, material de construção abandonado pelos cantos refletem o cenário inacabado do local.

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