Plano de Mobilidade deve combater problema do trânsito na região

Como parte da Agenda Metropolitana do Grande ABC estabelecida ainda em 2011, o Consórcio Intermunicipal deu o primeiro passo para a implantação do Plano de Mobilidade Regional, ato visto como a solução para os graves problemas de trânsito que têm afligido as sete cidades.

A ideia é fazer com que todos os municípios da região planejem ações conjuntas para a área de trânsito e transportes

A ideia é fazer com que todos os municípios da região, até mesmo pelo caráter conturbado das cidades, planejem ações conjuntas para a área de trânsito e transportes, traçando um diagnóstico dos problemas de mobilidade regional e, a partir daí, estabelecer medidas para otimizar tudo que a envolve, como circulação viária, otimização de transportes públicos, inclusão social e acessibilidade, em uma grande ação conjunta.

“O Plano é estratégico para a região porque temos o desafio de aumentar a produção e ao mesmo tempo melhorar o transporte público e o trânsito. Queremos achar a melhor maneira de o trânsito não parar e as cidades continuarem a crescer”, afirmou o presidente do Consórcio, Mário Reali, que é prefeito de Diadema.

Para executar o plano, o Consórcio abriu uma Concorrência Pública (licitação) para contratar uma empresa de consultoria em engenharia de transportes para elaboração do Plano, a ser concluída no dia 28 de março, às 14h, para o qual estão reservados R$ 1 milhão, sendo 80% do montante de responsabilidade do Governo do Estado. “Essa relação institucional do Governo do Estado e do Consórcio é um exemplo para conquistas importantes associadas ao processo de integração. Hoje temos uma agenda constituída que deve servir de bussola para construir soluções comuns para problemas comuns”, afirmou secretário adjunto de Estado do Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita de Oliveira.

A medida que, por sinal atende a nova legislação federal, que obriga a todas as cidades com mais de 20 mil habitantes a terem seu próprio Plano de Mobilidade Urbana sob pena de não mais receber verbas federais para este fim, se somará a outras que já vem sendo tomadas para tentar reduzir o hoje complicado trânsito da região, como a restrição ao tráfego de caminhões, que foi implantado, mas está em fase de adaptação nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul e Diadema, com horários definidos para o tráfego de cargas pesadas.

Outra medida que está sendo estudada é a implantação de um rodízio regional de veículos, a exemplo do que é feito em São Paulo. Entretanto esta medida, por ser polêmica (e impopular), ainda será melhor analisada: “o Consórcio realizará uma pesquisa sobre a implantação do rodízio com o objetivo de construir consensos e ter mais elementos sobre a sua viabilidade”, afirmou o órgão por meio de sua Assessoria de Imprensa.

A fase de estudos deve durar até outubro, quando então as intervenções, de fato, devem ser executadas. Até lá, a solução ainda parece distante.

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