100 anos – comemorar o que?

– Fui aconselhado a não fazê-lo, mas resolvi escrever esse artigo para contar algumas coisas que vem ocorrendo dentro de uma agremiação considerada um dos mais ricos e importantes patrimônios da cidade: nosso Ribeirão Pires Futebol Clube.

– Mergulhado em uma quase impagável dívida previdenciária, estagnado há muitos anos, um dos orgulhos dos ribeirãopirenses, sócios ou não, vem sendo implacávelmente sucateado  em seu patrimônio imobiliário, e a título de angariar alguns tostões para seus combalidos cofres, (se é que temos algum cofre ainda), vem cedendo áreas em comodato ou aluguéis a preços vis, perdendo preciosas receitas em contratos mal feitos, e promoções que ao invés de proporcionar lucro ao clube só dão vantagem as empresas contratadas para promover os tais eventos.

– No passado, a cozinha e o bar eram seguras fontes de renda. Hoje os bailes viraram jantares dançantes, com comida e bebida inclusas nos convites, beneficiando apenas os donos dos bufês.

– Segundo alguns diretores e conselheiros mais antigos, ainda é possível se fazer eventos lucrativos, não só no âmbito social, como no esportivo, mas isso dá trabalho e exige devotamento e entrega, principalmente de tempo, e liderança para formar grupos igualmente empenhados na obra de reerguimento desse gigante cambaleante. Dia desses, em conversa com antigos dirigentes, um desses comentou que nosso Ribeirão tal qual o Titanic, julgava-se insubmersível, mas as últimas administrações do clube, tal como fez comandante do desventurado navio, continuam fazendo festa, enquanto o barco faz água. A diferença é que nosso clube ainda tem salvação, desde que sejam de lá desalojados alguns senhores feudais que tratam nosso patrimônio como se fossem deles.

Gazeta

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