Os males do continuísmo

Nosso regime político prevê a troca de governantes a cada quatro anos com direito a uma reeleição, o que quase sempre ocorre, uma vez que ter a Máquina Administrativa nas mãos naturalmente atrai aliados e, se o governante teve a gestão bem avaliada, a tarefa fica ainda mais fácil.

Na próxima eleição, que irá ocorrer no dia sete de outubro em todos os municípios brasileiros teremos muitas dessas tentativas de se eleger um sucessor “que dê continuidade às obras do sucedido”. Ocorre que nem sempre os eleitores concordam com o nome escolhido para tal, por mais bem avaliado que o prefeito de plantão possa ser e, se o indicado “não emplaca”, todo o esforço e investimentos feitos pelo grupo continuísta vai para o ralo. Esse parece ser o panorama que se desenha em Ribeirão Pires.

O “escolhido” para concorrer ao pleito pelo grupo governista tem problemas com o Tribunal de Contas, alto índice de rejeição apontado pelas pesquisas, é execrado pela imprensa local e, segundo relatos de boa fonte, é rejeitado até mesmo por parceiros do grupo, obrigados a “degluti-lo” a seco.

Onde isso vai dar não se sabe.  O que temos ciência é que o prefeito Clóvis Volpi “não dá ponto sem nó”, é um emérito estrategista e certamente já deve ter engatilhados um plano B ou C ou D, visto que, pelo andar da carruagem, o chamado “príncipe herdeiro” poderá ser alijado do caminho que o levaria ao trono, vitimado por sua própria incapacidade de se mostrar digno de seguir adiante, e deverá ser substituído antes que todo o trabalho venha a ruir.

Gazeta

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