Obras viárias causam transtorno e revolta

As obras de recapeamento asfáltico que estão acontecendo nas avenidas Santo André e Capitão José Gallo estão causando grande transtorno. Não só pela simultaneidade, mas também porque, aparentemente, o planejamento para os desvios de trânsito ficaram a desejar.

Até os agentes de trânsito reclamaram da operação, porém, ordens são ordens

No último domingo, a interdição foi realizada na parte final da Avenida Santo André, ao lado da Ponte Seca e deixou, sem exagero, motoristas e até mesmo os agentes de trânsito enlouquecidos.

Ao invés de fazer a chamada operação “Pare e Siga”, com interdição parcial de uma faixa, enquanto os carros da outra trafegam, a orientação foi de fazer um longo desvio que obrigava os condutores a subir a Rua Alfredo Mendes da Silva, passar pela Rodovia Índio Tibiriçá e ir até a Rua Sete de Setembro (onde fica o posto de gasolina Figueiras) e trafegar pela Vila Suíssa até chegar a Rua Olímpia Cata Preta para aí então seguir viagem rumo ao Jardim Mirante. Os que moram na Vila Aurora então tiveram que fazer todo este trajeto, superior a 5km, para chegarem a suas casas que, não raro, estavam a poucos metros dali.

Um agente de trânsito, que não foi identificado, reclamou em alto e bom som: “É um absurdo fazerem um desvio desses. Além de prejudicar os motoristas, também nos prejudica”. Pior ainda era com os de fora da cidade: um motorista, que tinha placas de São Caetano, questionou: “onde fica essa Vila?”.

A impressão que ficou é a de que houve apenas um beneficiário: a Eplan, construtora contratada para a obra, que pôde assim fazer o trabalho sem, assim por dizer, “ser incomodada”. Mas, e os motoristas, como ficam?

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