O patinho feio

Por: Ala Voloshyn, psicóloga

Todo patinho feio traz em si um cisne. Quando o patinho não sabe disto sofre acreditando em sua inferioridade e isto é mais comum do que podemos imaginar. Quantos patinhos feios estão circulando por aí nutrindo conceitos distorcidos sobre si, pensando serem incapazes, feios, pouco interessantes, cheios de defeitos, perdedores natos, azarados e muito mais?

Se refletirmos bem, o patinho na verdade não conhece suas reais capacidades, pois é impossível alguém sobreviver sendo tão incapaz! Ninguém é desprovido de capacidades! Aprendemos a pensar que somos inadequados, pelas distorções a respeito do que seja aprendizagem, amadurecimento, beleza, felicidade, e se persistimos, sem desconfiar de nada, as chances de realização ficam restritas. Todo patinho feio precisa crescer e questionar seu padrão de pensamento depressivo, para conseguir mudar seu destino.

O “pulo do gato” é desconfiar! Esta é a atitude que fará o nosso patinho feio desamarrar-se de conceitos equivocados e acionar sua vontade de conhecer seus talentos e colocá-los em prática. É preciso querer, se esforçar, insistir no autoconhecimento, se observar, viver as experiências sem rejeitá-las pela insegurança e aproveitá-las para formar uma imagem real de si mesmo. Aprender com as conquistas e dificuldades, desafiar o medo de errar, de ser rejeitado e principalmente, modificar o auto preconceito ou melhor, o auto boicote. Insistir e insistir, e a cada superação a confiança em si aumentará.

Passo a passo o patinho se transformará, até perceber que existe um cisne dentro de si. Então sua vida tomará um sentido diferente, só porque um dia este patinho feio desconfiou de sua inferioridade!

 

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