O Centro precisa de uma ação radical

Na última semana, o Jornal Mais Notícias, por matéria de minha autoria, levantou a discussão sobre o problema do trânsito em Ribeirão Pires e as suas consequências, que vão muito além de mera irritação com as inacreditáveis filas de carros que refletem em todo o Centro.

 

Com a proximidade do Natal, a situação deve ficar ainda pior. A parca oferta de vagas na região obriga os motoristas a andar em círculos na tentativa de parar os seus carros. Recentemente, apresentei a Gerardo Sauter, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires algo radical, uma mudança que poderia, em minha humilde opinião, atacar de uma só vez os problemas de circulação e estacionamento: tirar os carros do Centro.

 

Minha ideia é que seja feito um grande calçadão que iria da Rua Padre Marcos Simoni, em frente ao Castelo Azul, até as ruas Felício Laurito, em frente a loja da operadora Oi, e Cidade de Santos, desde a Monte Castelo até a esquina com a Afrânio Peixoto. Este espaço, arborizado, com bancos e equipamentos públicos diversos, permitiria aos pedestres circular com mais tranquilidade e aproveitar melhor o comércio da região. O déficit de vagas seria compensado com a criação de um grande bolsão de estacionamento com Zona Azul na área da antiga Ripivel, inútil para a cidade há mais de uma década, que serviria inclusive ao Festival do Chocolate e outros eventos da Tenda Multicultural, e ofereceria ao menos 300 vagas, com possibilidade de instalação de pontos comerciais nas laterais.

 

É uma ideia ousada, talvez custosa, mas que, dada a geografia do Centro Velho, parece ser a mais sensata. Eventuais problemas, como circulação de caminhões de entrega, poderiam ser sanados discutindo regras entre os interessados, que são comerciantes, moradores da região e a Prefeitura, que estará sob novos ares com a direção de Saulo Benevides.

 

Aproveitando o ensejo, deixo outra sugestão para a Di Gaspi e o proprietário do Habib’s: uma praça, que poderia ser adotada por vocês, aumentaria a circulação na antiga rodoviária e, consequentemente, os lucros de seus comércios. Pensem nisso…

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