Nossa casa também é vida

Nesta semana, a Prefeitura Municipal de Ribeirão Pires anunciou a adesão ao programa “Minha Casa, Minha Vida 2”, iniciativa do Governo Federal em prol da melhoria da qualidade habitacional da população brasileira, especialmente a de baixa renda.

A atitude, como não poderia deixar de ser, é mais do que louvável e merece todos os nossos aplausos, bem como toda e qualquer outra que beneficie a população carente, por muitas vezes “esquecida” por parte do Poder Público.

Mas isso também levanta a discussão sobre outro ponto: e o restante da cidade, a nossa casa, como fica? Temos hoje, algumas áreas que merecem carinho especial da Administração, como, por exemplo, o Morro São José, parcialmente interditado (ou com um “Ajuste Técnico Emergencial”) em decorrência das chuvas de fim de ano. Estamos a dias de uma nova temporada de águas e a situação permanece a mesma no local. Em que se pese a manifesta falta de recursos, não se pode esperar sentado e depender da sorte contra eventuais desabamentos.

Falando em desvio, lembremos também da questão do trânsito, cada dia mais caótico e implorando por intervenções urgentes. Não é de hoje que a cidade vive um engessamento especialmente nas vias centrais, pequenas para o volume de veículos que por aqui circulam. Isso para não falar da rodoviária, que vive crise de identidade: hora é mercadão, hora é shopping e, pelo visto, apesar das sugestões até mesmo desta publicação, vai continuar sendo um galpão de parada de carros.

O que queremos é uma discussão saudável, que abranja todos estes inúmeros problemas que, pequenos ou grandes, devem ser tratados com igual carinho, olhando para o futuro, além da margem do ribeirão. Já arrumamos a sala de estar. Mas e o restante da casa, como fica?

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