Nem amigo, nem inimigo

Por Gazeta

Agregado é a palavra. Dedé era um agregado ao grupo de Volpi que governou a cidade nos últimos oito anos. Qual papel desempenhou nunca ficou claro e, ao final das eleições, tornou-se obscuro sendo taxado de traidor.

Afastado do convívio político e social por motivos óbvios, resolveu aparecer ao lado do rei (leia-se Benevides I) e a escrever no jornal da família (citando Nelson Rodrigues) que “o amigo nunca é fiel, só o inimigo não trai nunca”. Verdade seja dita, uma citação no mínimo infeliz, já que acabou confessando-se traidor e hoje ataca quem o elevou a situação de candidato majoritário pela maior coligação já formada na cidade, trabalho este jogado no lixo se considerado que poderia ter desistido da campanha quando condenado em segunda instância, abrindo caminho para outro nome com muito mais chances que as suas, que eram nulas conforme cansei de escrever neste mesmo espaço.

Agora, com a mesma desfaçatez, aparece ao lado de seu novo “patrão”, criticando Clóvis Volpi por suas posições em defesa de seus mandatos. Hoje, qual seria o papel de Dedé no contexto político da cidade? Inelegível, arriscado a perder os dois vereadores de sua sigla e visto com desconfiança por toda a classe política, qual o papel que lhe cabe?

Amigo? Quem quer?

Inimigo? Criou muitos.

Pelo visto, resta ao antigo “reizinho”, hoje plebeu, o papel que lhe cabe como uma luva: o de agregado.

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