Mulheres da terceira idade investem cada vez mais em produtos de beleza

Os cuidados com a beleza acompanham as mulheres por toda a vida. Nos últimos tempos, o público maior de 60 anos tem investido cada vez mais em itens de cosméticos e maquiagem, o que vem ajudando as vendas do setor a baterem recordes.

Mulheres com mais de 60 mostram que não deixam a vaidade de lado

Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), em 2010, o faturamento do setor foi de mais de R$ 27 bilhões. Para 2015, a previsão é que esse valor chegue a R$ 50 bilhões.
Pesquisa do Sebrae aponta que nove em cada dez mulheres compram cosméticos e seis em cada dez adquirem produtos de maquiagem. Com a melhor distribuição de renda, tanto as mulheres em atividade quanto as aposentadas passaram a gastar mais com a beleza e, dentro de 40 anos, a tendência é que o setor fature o triplo.
Albertina Ferro, 65 anos, é uma destas mulheres que não descuidam da aparência. “Não dispenso um bom hidratante e sabonetes cremosos”, conta ela, completando que não gosta de ficar sem fazer as unhas e não permite que os cabelos brancos apareçam “de jeito nenhum”.
Os maiores desconfortos estéticos da mulher na terceira idade estão relacionados ao rosto – rugas e flacidez – ao contorno corporal e ao envelhecimento das mãos. Para cada caso, em particular, há uma indicação de tratamento, mas em relação às medidas preventivas, estas são gerais: cuidar da limpeza e da hidratação da pele, evitar ganho ou perda excessivos de peso, limitar o tempo de exposição solar – utilizando bloqueadores solares – e não fumar são medidas recomendadas a todas as interessadas em ter uma aparência mais jovem. Quando não é mais possível prevenir, cabe ao cirurgião plástico a melhor indicação de tratamento.
Falta de contorno na silhueta, pelo aumento do volume de gordura tanto da região abdominal como da região lombar, diminuição de volume na região glútea e o aumento dos culotes são problemas que afetam a maioria da população feminina, principalmente as mulheres que já entraram na terceira idade. Quando tratamentos clínicos e estéticos não surtem mais efeito, deve-se considerar a cirurgia plástica.  No entanto, os especialistas alertam que após os 70 anos, os riscos de uma intervenção cirúrgica se tornam maiores. Antes da realização do procedimento, a paciente deve ser cuidadosamente examinada e informada sobre os riscos.
Com o passar do tempo, a estrutura cutânea se modifica, as células de elastina ficam escassas e as fibras de colágeno diminuem. As consequências disso são tecidos mais finos e flácidos. O que a cirurgia plástica estética pode fazer é retirar o excesso de gordura e esticar a pele, mas não mudar sua estrutura interna.
Mulheres que apresentam doenças metabólicas ou cardíacas devem optar por procedimentos menos invasivos.

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