Indecisão política deixa clima tenso no PSD

O vereador Gerson Constantino (PSD) tem sido alvo de um intenso assédio com relação a mover seu atual partido para frente de batalha de outro grupo oposicionista. No entanto, o que pouco se fala é que toda a movimentação iniciou-se com a divulgação de informações incorretas da parte de um veículo de comunicação regional, resultando em desgaste da imagem do próprio vereador, do presidente de seu partido, Koiti Takaki e do pré-candidato a prefeito do grupo, o vereador Saulo Benevides (PMDB).

Gerson é apenas uma peça de um jogo muito maior

A atual situação é evidente: o PT de Maria Inês anseia um desfecho previsto por muita gente; Saulo torce para que situação do PSD volte à estabilidade; Koiti tenta ficar com partido e certamente não deixará a sigla ir embora sem antes travar uma verdadeira batalha; Gerson mantém a postura de fidelidade ao partido, em especial à liderança regional hierárquica.

“Não tenho feito parte de qualquer negociação. Se estou bem junto ao parlamento é porque semeei e agora estou colhendo”, afirma Constantino, se mantendo isento de qualquer responsabilidade sobre o partido. O que Gerson não prevê é que a atual situação do PSD pode ser uma simples estratégia do lado rubro para desestabilizar seu próprio grupo, manobra essa normal em época eleitoral. O que o edil não possui é a garantia de que tudo estará bem após a migração. “Não me sinto usado pelo PT ou outra sigla”, reconhece.

Ciente de toda a movimentação, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, tranquilizou o clima com uma simples declaração: “Reconheço aqui a presença do pré-candidato a prefeito de Ribeirão Pires e seu pessoal, que são nossos amigos e participam de um projeto político com o PSD. Ali é coordenação do vereador Police Neto. E também não há ambiente com o entendimento difícil que acordou com o PT. Acredito que o encaminhamento definido foi justamente aquele que atende a vontade dos atuais vereadores”.

Com isso, tudo muda caso os envolvidos deixem de dar ouvidos ao que se espalha pelos corredores e passem a escutar uns aos outros. Num momento de corrida eleitoral o grupo precisa de um pensamento coletivo unificado, abrindo mão de interesses pessoais visando o fortalecimento da chapa.

O PSD nunca esteve melhor e todo o ibope em torno da discussão se o partido sai ou fica no grupo está sendo alimentado unicamente por intrigas de terceiros que, caso desconsideradas desde o início, não gerariam o clima que paira sobre a sigla hoje, para bem ou para mal.

Na próxima segunda, um novo rumo irá aparecer. Neste dia, José Police Neto, coordenador metropolitano do PSD e presidente da Câmara de São Paulo, volta à cidade após uma séria conversa com Kassab. Embora não seja possível prever o resultado da visita, é evidente que o desfecho dessa história está nas mãos de um entendimento entre Gerson, Koiti e o próprio Police e pode selar, de forma definitiva, o destino das eleições.

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